O sistema tributário brasileiro é reconhecido como um dos mais complexos do mundo. De acordo com dados do Banco Mundial, empresas no Brasil gastam, em média, mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais, número muito superior à média global. Essa complexidade amplia o risco de falhas no cumprimento das exigências legais, especialmente para micro e pequenas empresas.
Levantamento publicado pela GestãoClick mostra que erros fiscais recorrentes continuam sendo uma das principais causas de multas, autuações, perda de certidões negativas e dificuldades financeiras para empresas de todos os portes.
“Com o sistema tributário brasileiro entre os mais complexos do mundo e a intensificação da fiscalização digital, empresas de todos os portes precisam redobrar a atenção às rotinas fiscais. A educação fiscal, aliada à Tecnologia e ao apoio técnico, pode ser a diferença entre crescer com segurança ou enfrentar problemas que comprometem o futuro do negócio”, afirma Gleiberson Bessa, COO da GestãoClick.
A seguir, os 12 erros fiscais mais comuns que impactam diretamente a saúde financeira das empresas e como evitá-los:
- Falta de atualização sobre a legislação tributária
A legislação fiscal sofre alterações constantes. Empresas que não acompanham mudanças em leis e normas acabam aplicando regras desatualizadas, o que pode gerar recolhimento incorreto de impostos ou descumprimento de obrigações acessórias. A prevenção passa pelo acompanhamento contínuo das atualizações legais e apoio especializado.
- Perda de prazos de obrigações fiscais
O atraso ou a não entrega de declarações como SPED, DCTF e EFD gera multas automáticas, mesmo quando não há imposto a pagar. A adoção de um calendário fiscal integrado e sistemas de alerta reduz significativamente esse risco.
- Erros no cálculo de impostos
Falhas na apuração de tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS podem resultar tanto em pagamento a maior quanto em débitos não identificados, acumulados com juros e multas. Automatizar o cálculo e revisar periodicamente as apurações são práticas fundamentais.
- Classificação fiscal incorreta
O uso inadequado de códigos como NCM e CNAE impacta diretamente a tributação de produtos e serviços. Uma classificação equivocada pode levar à cobrança errada de impostos e a autuações fiscais. Revisões periódicas no cadastro fiscal ajudam a evitar inconsistências.
- Uso inadequado de créditos tributários
Muitas empresas deixam de aproveitar créditos por desconhecimento ou utilizam créditos de forma indevida. Ambas as situações geram prejuízos ou riscos fiscais. Controle rigoroso e orientação contábil são essenciais.
- Erros no envio do SPED
Inconsistências entre dados internos e informações enviadas ao Sistema Público de Escrituração Digital são facilmente identificadas pelo Fisco. Divergências cadastrais ou valores incorretos aumentam o risco de fiscalização.
- Descumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias
Falhas no envio de informações ao eSocial e à EFD-Reinf geram alertas automáticos e multas. A integração entre os setores de RH, financeiro e fiscal é decisiva para garantir consistência.
- Escolha inadequada do regime tributário
Optar por um regime incompatível com o perfil da empresa pode elevar a carga tributária. A falta de análise periódica entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real compromete a competitividade.
- Ausência de planejamento tributário
Empresas que não realizam planejamento deixam de identificar oportunidades legais de economia fiscal. A falta de estratégia resulta em pagamento desnecessário de impostos e menor previsibilidade financeira.
- Falta de integração entre áreas internas
Desconexão entre os setores financeiro, contábil e fiscal gera informações divergentes e amplia a chance de erros nas declarações. A integração de dados é fundamental para a conformidade.
- Dependência excessiva de processos manuais
Processos manuais elevam o risco de falhas humanas, retrabalho e atrasos. O uso de sistemas de gestão fiscal e contábil contribui para maior precisão e segurança.
- Ignorar notificações e pendências do Fisco
Empresas que não acompanham comunicados em portais oficiais, como o e-CAC da Receita Federal do Brasil, correm o risco de perder prazos de defesa ou regularização. Ignorar notificações pode resultar em multas maiores, bloqueio de certidões e restrições operacionais.
A adoção de tecnologia, planejamento e acompanhamento técnico especializado são apontados como os principais pilares para reduzir riscos fiscais e garantir maior estabilidade financeira às empresas.




















