Por que investir em engenheiros e cientistas de dados é fundamental para muitos negócios?

Na opinião de Adriano Filadoro, da Online Data Cloud, a correta análise de informações pode trazer o cliente cada vez mais para perto

0
12
cientista-de-dados

Em anos recentes, novas profissões foram ganhando relevância no cenário dos negócios tecnológicos. É o caso do cientista de dados. Mas, para que ele possa exercer plenamente suas análises e atingir seus objetivos, o papel do engenheiro de dados é fundamental. Isto porque é o engenheiro que entrega dados limpos de muitos sistemas diferentes para o cientista analisar e extrair informações valiosas para impulsionar os negócios. São duas posições que se complementam, haja vista que, muitas vezes, é o próprio cientista que sinaliza para a equipe de engenharia quais dados precisam ser “garimpados”.

Na opinião de Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud, numa época em que se fala e se opera muito com Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial, é importante estar alinhado com essas novas profissões e, mais ainda, com o valor que elas conseguem extrair para os negócios. Nunca antes o comportamento do cliente foi tão analisado. As empresas estão cada vez mais atentas à experiência do consumidor, avaliando suas preferências, o que influencia sua tomada de decisão e, inclusive, o que define sua infidelidade – trocando um serviço/produto por outro.

“Empresas que geram muitos dados têm dois desafios enormes: identificar e analisar as informações relevantes, além de armazená-las. Nesse ponto, a nuvem ganha um papel cada vez mais importante, já que é preciso garantir que os dados gerados, bem como aqueles já transformados em informações-chave, sejam armazenados de forma segura. Esse tipo de interdependência é saudável e não necessariamente dispendioso. Afinal, quanto custa encontrar e salvaguardar a galinha dos ovos de ouro?”, diz Filadoro.

De acordo com o executivo, a maioria das empresas pode obter insights a partir da análise detalhada de dados – estruturados ou semiestruturados – que reflitam o comportamento de seus consumidores e clientes. “Todo mundo já reparou, por exemplo, que a partir da análise das compras efetuadas com cartão de crédito o cliente passa a receber promoções direcionadas, anúncios específicos enquanto navega na web etc. Outro exemplo comum: ao comprar determinado livro, o cliente passa a receber ofertas de outros títulos que também possam interessar. Esse é o recurso de quem dedicou tempo para observar o comportamento do consumidor, traçar um perfil e cruzar informações que contribuam para aumentar as vendas, fidelizar clientes e ainda fazer com que o cliente valorize a marca – já que ela está ‘preocupada’ com que ele aumente seu conhecimento ou entretenimento a partir das dicas online”.

Mas a sofisticação dos dados e das análises podem ir muito mais além. Segundo Filadoro, basta imaginar como é importante para um aplicativo operado em diversos países conhecer em detalhes o comportamento dos usuários, o que difere o usuário do país A do usuário do país B na hora de adquirir vantagens dentro do aplicativo, em que período do dia ou em que dia da semana o aplicativo é mais acessado, quais ações de marketing são mais bem-sucedidas em cada região analisada, o que pode ser feito para atrair novos usuários e reter o cliente. “Isso sem mencionar a Internet das Coisas (IoT). Existem bilhões de dispositivos que podem se interconectar. Esse tipo de maxiconexão gera um sem-fim de dados disponíveis na nuvem que precisam ser selecionados e processados antes que a ciência de dados possa gerar mais valor para os negócios, individualmente”.

Quanto mais as empresas reconhecem o valor de tomar decisões com base em dados específicos e concretos, cada vez mais será necessário haver lideranças com grande capacidade analítica, conhecimento de programação e interpretação de números. Esse conjunto de informações, na opinião de Filadoro, constitui grande vantagem competitiva hoje em dia – já que apoia decisões para aumentar o lucro e reduzir o custo geral da infraestrutura.

“No Brasil, ainda são poucas as empresas que sabem ler, interpretar e extrair valor dos dados gerados internamente ou ainda tirar proveito de dados externos para dinamizar seus negócios. Aquelas que conseguem obter novos insights, monitorando o negócio a partir dos dados atuais, otimizando os processos e monetizando o conhecimento adquirido através da análise dos dados estão na vanguarda dos acontecimentos. É essa análise de dados, levada a um patamar mais elevado – a partir da contribuição do engenheiro e do cientista de dados – que permitirá melhorar a experiência do cliente, agilizar operações e inovar em velocidade máxima”, conclui o executivo da Online Data Cloud.

Fonte: Adriano Filadoro é diretor-presidente da Online Data Cloud, atuando há mais de 20 anos na área de Segurança, Virtualização e Infraestrutura. www.onlinegroup.com.br

DEIXE UM COMENTÁRIO

Digite seu comentário
Digite seu nome aqui