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Mulheres se destacam como investidoras na Bolsa de Valores

Faixa etária de até 15 anos chama atenção: o percentual de meninas cadastradas na B3 já representa 45,19% em relação aos meninos com a mesma idade

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O número de investidores ativos na Bolsa de Valores tem crescido e, dentre os novos perfis cadastrados, um em especial tem chamado atenção: o das mulheres.

O público feminino está cada vez mais presente no mundo dos investimentos e a grande novidade é que elas têm começado ainda mais cedo do que imaginamos.

Em levantamento divulgado pela própria B3, em maio, o número de mulheres na bolsa atingiu a marca de 598 mil, um crescimento de 295.38% nos últimos dez anos.

Ainda segundo o relatório, o percentual de mulheres em relação do total de homens, representa apenas 24,05% dos investidores, uma média que passou por poucas alterações durante a década, ficando em 23,97%. No entanto, quando é avaliado o perfil do investidor por faixa etária, e especialmente aqueles de até 15 anos, um total de 8.760 investidores individuais, cerca de 3.959 são meninas, um percentual de 45,19%. Todo esse público jovem é formado por crianças e adolescentes que, é claro, tiveram a conta aberta na Bolsa de Valores por seus responsáveis legais, mas, também, já representa um reflexo de como a educação financeira, aplicada desde a infância, pode influenciar positivamente uma nova geração de investidores e principalmente o público.

 

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“Culturalmente, as mulheres costumam delegar a gestão dos seus investimentos aos homens da família, seja por falta de tempo, já que as mulheres trabalham em média 8 horas a mais por semana dedicando-se também às tarefas do lar ou por terem menos recursos financeiros, já que as mulheres tendem a ganhar 22,1% menos do que os homens”, contextualiza Luciana Ikedo, assessora de investimentos e sócia-fundadora do escritório Ikedo Investimentos. “Toda essa movimentação feminina na B3 posiciona a educação financeira também como uma importante ferramenta de igualdade de gênero no mercado financeiro, tendo em um primeiro momento, os pais como principais ativadores dessa transformação”, afirma a assessora.

O percentual de meninas até 15 anos é o maior quando considerada a faixa etária, mas, logo em seguida, o relatório também posiciona as mulheres mais velhas com uma presença significante também.

 

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Atualmente, mulheres entre 56 e 65 anos, representam 30% dos investidores na B3 e aquelas com mais de 66 anos, 30,23%. Para Luciana, o incentivo à mulher investidora traz estabilidade, confiança e independência para que haja um empoderamento e realize os seus próprios projetos pessoais, tornando-se a principal protagonista de sua vida.

“A educação financeira é o principal caminho para desmistificar esse cenário. Seja em casa, na escola ou em palestras e outras formações, ensinar mais meninas e mulheres a investirem são estratégias importantes para reverter este quadro”, finaliza Luciana.

Sobre Luciana Ikedo

Assessora de investimentos e especialista em finanças, com 24 anos de experiência e certificações CFP® e CPA 20, essenciais na área. É também sócia-fundadora do escritório Ikedo Investimentos. Administradora por formação, aprofundou conhecimentos com MBA Internacional em Gestão Empresarial pela FGV, em International Strategic Business Leadership Paths to the Future da Universidade de Ohio e com MBA em International Business Immersion, cursado na Universidade de Tampa, Flórida. Atuou em cargos gerenciais em grandes empresas e nas principais instituições bancárias privadas do país. Acumula ainda experiência acadêmica como docente universitária nos cursos de pós-graduação EAD na Universidade Brazcubas, em Mogi das Cruzes.

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