Luxo: Por que grandes marcas apostam alto na internet? - Revista Capital Econômico
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Luxo: Por que grandes marcas apostam alto na internet?

Criar conexão, acessibilidade à informações e experiências são respondidas pela neurociência

Chanel, Dior, Prada dentre outras marcas alcançaram marcas surpreendentes com estratégias digitais, conforme apresentado pela revista Vogue em julho do ano passado, mas de lá pra cá, o cenário digital tem ganhado enorme investimento.

Recentemente com a estréia do Metaverso, empresas como as citadas acima, Dolce & Gabana, Tommy Hilfiger, Elib Saab e Cavali participaram do primeiro evento digital: a Semana de Moda do Metaverso (MVFW).

Essa migração de esforços no cenário digital teve parcela de motivação proveniente da pandemia, onde o comportamento dos consumidores foi direcionado para o digital, conforme relatado numa pesquisa realizada pela NielsenIQ|Ebit. O aumento foi de 27% nas compras digitais em relação à 2020.

Empresas têm se direcionado à novas tecnologias, como apresentado pela Forbes para criar experiências mais personalizadas aos seus clientes.

Perspectivas

Segundo o publicitário, Especialista em Neuromarketing e Comportamento do Consumidor, Eduardo Domit, “essa migração para o digital tem respaldo científico de várias perspectivas:

primeiro é o extinto de proteção frente ao novo coronavírus, já que nosso cérebro busca atalhos para autopreservação;

outro fator está na não compreensão de que o público, seja ele do perfil A ou do B quer apenas uma coisa: satisfação”.

O despreparo de muitos profissionais que atendem o segmento de luxo geram experiências negativas nos consumidores, como é o caso da Sophia Martins, empresária do segmento de luxo e que teve passagens negativamente marcantes em espaços 6 estrelas em São Paulo.

“Vale lembrar que o cenário digital é um composto de estímulos e diferentemente da venda presencial, mas soma-se isso à experiência de conforto de estar no seu lar ou onde quiser, sem muitas vezes a falta de delicadeza do vendedor, o digital se torna a melhor opção”, explica Eduardo.

Todavia, as tratativas no digital também deixaram a desejar, como apresenta relatório do Procon-SP, cujo crescimento foi de 536% em dois anos.

Para o publicitário, aqui no Brasil, as pessoas têm todas as ferramentas para fazer sucesso no campo de qualquer segmento, desde que faça o básico muito bem feito.

“Há inúmeras alternativas como a utilização de aromas, campanhas publicitárias utilizando o neuromarketing, vídeos, mas nada vai superar a receptividade e a cordialidade ou apenas seguir o básico bem feito”, finaliza Eduardo.

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