Fevereiro, 2026 — Com a taxa básica de juros em 15% ao ano, mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nas últimas quatro reuniões de 2025, o financiamento imobiliário voltou ao centro do debate econômico. Embora o ambiente monetário restritivo pressione o custo do crédito e aumente o custo de oportunidade frente a aplicações financeiras indexadas à Selic, alguns mercados específicos seguem demonstrando capacidade de absorção acima da média nacional.
Esse desempenho está diretamente associado à combinação entre demanda estrutural por moradia, dinâmica econômica robusta e histórico consistente de valorização dos ativos imobiliários. É o caso de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, que figura entre os mercados com maior valorização do país, segundo o Índice FipeZap.
Sustentada por uma economia diversificada, com forte presença dos setores portuário, logístico, industrial e do turismo náutico, a cidade mantém elevada atratividade residencial. Nesse contexto, o financiamento imobiliário continua exercendo papel central na decisão de compra. Em 2025, todas as vendas realizadas pela Lotisa ocorreram com algum nível de financiamento, refletindo um perfil de comprador mais racional e financeiramente sofisticado, que passou a analisar o crédito sob a ótica do fluxo de pagamento, da valorização esperada do ativo e da perspectiva de acomodação dos juros ao longo do ciclo econômico.
Dados do Índice FipeZap mostram que o valor médio do metro quadrado residencial em Itajaí, considerando toda a área territorial do município, passou de cerca de R$ 6,4 mil em 2020 para quase R$ 13 mil em 2025. A alta representa valorização próxima de 100% em cinco anos, desempenho significativamente acima da inflação acumulada no período.
Além dos indicadores econômicos, atributos urbanos como qualidade de vida, oferta consolidada de serviços e níveis de segurança acima da média nacional ampliam a atratividade residencial e ajudam a sustentar a demanda mesmo em um ambiente de juros elevados. Esse histórico tem reforçado a leitura de médio prazo do investidor, que compara a rentabilidade de aplicações financeiras atreladas à Selic com a valorização imobiliária projetada.
“Hoje, a decisão de comprar um imóvel na planta passa por uma análise financeira mais sofisticada. O comprador compara a Selic com o potencial de valorização do imóvel e entende que o principal concorrente do mercado imobiliário, nesse momento, é o juro elevado. Ao ajustar o fluxo de pagamento durante a fase de obras, é possível mitigar o custo de oportunidade, enquanto o ativo imobiliário mantém tendência de valorização. Quando o cliente chega ao financiamento bancário, o imóvel tende a estar valorizado em patamar equivalente — ou até superior — ao capital que estaria aplicado”, afirma Fábio Inthurn, CEO da Lotisa.
Esse comportamento se reflete diretamente na absorção de novos projetos. No Portovelas, empreendimento da categoria médio padrão lançado pela Lotisa, cerca de 60% das unidades foram comercializadas em menos de três meses após o lançamento, com forte participação de compradores via financiamento imobiliário.
Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em aproximadamente R$ 450 milhões, o projeto reúne unidades de um, dois e três dormitórios, áreas de lazer no conceito home club e enquadramento em linhas de crédito habitacional. Esses fatores contribuíram para equilibrar a concorrência entre aplicações financeiras de curto prazo e a aquisição imobiliária na planta, sustentando o ritmo de vendas mesmo em um cenário monetário restritivo.




















