Itália é o 2º país europeu que o Brasil mais importa produtos alimentícios - Revista Capital Econômico
Mais do que uma simples leitura: é informação relevante, confiável e que gera conexão!

Itália é o 2º país europeu que o Brasil mais importa produtos alimentícios

O setor de enogastronomia cresceu 3% no ano passado em relação a 2020

Pela primeira vez na APAS Show, a Italian Trade Agency (ITA) levará ao evento 12 marcas de produtos italianos, como azeites, condimentos, massas, panettones, vinagres e vinhos.

Ganhando espaço no mercado brasileiro, os principais itens de importação “Made in Italy”, que representam cerca de 80% do total, cresceram 8,5% em valor no primeiro trimestre de 2022, chegando a US$ 59,8 mi, com destaque para massas (US$ 8,7 mi), vinhos (US$ 8,6 mi) e azeites (US$ 7,9 mi).

A ITA atende anualmente mais de 2.500 empresas italianas que têm interesse em estabelecer relações comerciais com o mercado brasileiro.

Desde a abertura do Brasil ao comércio internacional, no final dos anos 90, o volume de importações da Itália cresceu e no acumulado de 2021 o país importou US$ 238,3 milhões, 3% superior ao de 2020.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o valor de importação chega a US$ 74,5 milhões.

Entre os países europeus, a Itália está na 2ª posição, atrás apenas de Portugal, que tem uma fatia de 4,0% de market share, concentrada basicamente em duas categorias de produtos (azeites e vinhos), que somam mais de 86% do que os portugueses vendem para o Brasil.

Com sortimento bem mais vasto, os itens italianos incluem massas, farinhas, pães e bolos, vinagres, doces, arrozes e preparações para risotos, tomates, conservas e frutas frescas, entre outros.

Presentes no stand da ITA, serão novidades no mercado nacional com massas, azeites e molhos, as marcas: Acetificio Andrea Milano, Acetificio Varvello, Delikatesse, IT.T., La Chimera D’albegna, Le Rughe Prosecco, Pastificio Fabianelli, Pastificio Marcozzi, Tenuta Fragassi.

Já as empresas Giacomo Sperone, que trás espumantes, vinhos destilados e vermute, e Pasticceria Fraccaro, de panetones, atuam no mercado nacional e registram crescimento expressivo desde o início das operações locais.

Ferdinando Fiore, diretor-geral para o Brasil da ITA, está à frente do órgão de relações comerciais da Itália com o Brasil há cerca de três anos e acompanhou as mudanças no hábito do consumidor em função da pandemia.

“Nos últimos 15 anos, a relação comercial Brasil-Itália foi fortalecida devido ao crescimento da economia nacional e aumento do poder de compra dos brasileiros, além do desejo de ter à disposição ingredientes italianos e de matar a saudade de aromas e sabores provados em viagens à Itália. Durante a pandemia com tudo fechado, o brasileiro se aventurou mais no fogão com receitas italianas que serviram de passa tempo e momentos de prazer junto à família”, pontua Fiore.

“Cada uma das marcas possui um diferencial e todas têm a produção muito ligada às tradições dos territórios aos quais pertencem na Itália, fabricando produtos que resgatam os sabores e aromas do passado, mas com tecnologias do presente, oferecendo ao mercado produtos de alta qualidade”, enfatiza o diretor-geral da ITA.

Comentários estão fechados.