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Diretora de Refino e Gás Natural garante Petrobras competitiva no novo mercado de Refino

Companhia manterá processamento de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia após venda de oito refinarias, informou Anelise durante a Rio Oil & Gas

A diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, garantiu que a companhia continuará como uma forte competidora no novo mercado de refino do Brasil, que se formará nos próximos anos a partir da venda de oito, do total de 13, refinarias hoje administradas pela Petrobras .

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (2/12), durante o painel “O novo mercado de downstream” da Rio Oil & Gas, o maior evento do setor na América Latina.

“Continuaremos com 1,1 milhão de barris de petróleo sendo processados por dia. Já temos feito diversas ações em eficiência energética, descarbonização, transformação digital e também elaboramos produtos mais avançados”, afirmou Anelise, que prevê como desafio para a Petrobras o preparo das equipes para esse novo cenário. “Como tivemos o monopólio por tantos anos, temos procedimentos que precisarão ser mudados para nos tornarmos mais competitivos. Precisamos ganhar em flexibilidade, mantendo a governança e a integridade dos processos”, disse a executiva.

Um exemplo de sucesso que pode ser adotado para essa mudança de cultura, segundo a diretora, é o que foi observado em relação à segurança operacional.

A Taxa de Acidentados Registráveis da área de Refino e Gás Natural alcançou a marca de 0,3 por milhão de homem-hora, sendo que a média mundial é de um índice de 0,9. “Alcançamos esse resultado porque segurança é um valor intrínseco para nós, está no nosso sangue. Agora, temos que buscar cada vez mais baixos custos e uma melhor performance operacional. Com esses valores e diretrizes, certamente seremos um forte competidor”, previu a diretora.

Desinvestimentos e transição energética

O mercado brasileiro de downstream será alterado por dois grandes movimentos, de acordo com Anelise: os desinvestimentos da Petrobras de metade da sua capacidade de refino e a transição energética, que demandará novos produtos, como o diesel renovável e o BioQAV. “Será um mercado totalmente diferente. Hoje, competimos só com os importadores, mas haverá competição também entre as refinarias. Isso trará novos players e mais investimentos em logística, tecnologia e novos produtos”, explicou a diretora.

A Petrobras já recebeu ofertas finais para compra de quatro refinarias e espera receber, ainda este ano, propostas para outras duas. As duas unidades restantes devem entrar em fase final de venda no primeiro trimestre de 2021.

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