Construir um patrimônio milionário pode parecer um objetivo distante para muitos brasileiros, mas estratégias financeiras bem estruturadas têm tornado essa meta mais acessível. Entre elas, o consórcio vem se destacando não apenas como meio de aquisição de bens, mas também como instrumento de investimento e planejamento de longo prazo.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC) mostram a força do setor. Em 2025, o sistema de consórcios registrou mais de 5 milhões de novas adesões e atingiu cerca de 12 milhões de participantes ativos. Foram 5,16 milhões de novas cotas vendidas, crescimento de 15% em relação a 2024. Já o volume de créditos comercializados alcançou o recorde de R$ 500,27 bilhões, alta de 32,1% na comparação anual.
O avanço é impulsionado principalmente pelos segmentos de imóveis, com crescimento de 36%, veículos leves, com alta de 9,1%, e motocicletas, que avançaram 8,3%. Mais do que financiar bens, o consórcio tem sido usado como alternativa para quem busca acumular capital sem recorrer a empréstimos com juros elevados.
Segundo Francis Silva, CFO do Mycon, fintech pioneira na digitalização do consórcio no Brasil, a modalidade pode ser utilizada como ferramenta de alavancagem patrimonial. Ele explica que, por não ter juros e contar apenas com taxa de administração, o consórcio já se apresenta como opção mais econômica que o financiamento tradicional. Além disso, existem estratégias específicas que permitem transformar o consórcio em fonte de multiplicação de recursos.
Uma delas é a compra e venda de cotas contempladas. Após ser contemplado por sorteio ou lance, o consorciado pode revender a cota a interessados em utilizar o crédito de forma imediata. De acordo com Francis, o ágio dessas cotas pode chegar a 30%, tornando a operação potencialmente lucrativa. Para dar mais segurança a esse tipo de transação, o Mycon lançou o MyCotas, marketplace voltado à comercialização de cotas contempladas, com validação e acompanhamento do processo.
Outra estratégia apontada é o uso do consórcio para aquisição de patrimônio imobiliário. Como imóveis tendem a se valorizar ao longo do tempo, investidores utilizam cotas de consórcio para comprar bens que podem ser alugados ou revendidos com lucro após a contemplação. A repetição desse processo ao longo dos anos pode resultar na construção de um patrimônio relevante.
Além do potencial de valorização, o consórcio também é visto como ferramenta de disciplina financeira. O modelo funciona como uma espécie de poupança forçada, estimulando o compromisso com pagamentos mensais e evitando a volatilidade típica de outros investimentos. A taxa de administração, geralmente inferior aos juros bancários, é outro fator que contribui para a atratividade do produto.
Para Francis Silva, a combinação entre Tecnologia, redução de custos e educação financeira pode ampliar ainda mais o acesso ao consórcio. Segundo ele, com planejamento e uso estratégico da modalidade, é possível construir um patrimônio sólido e avançar rumo ao primeiro milhão.




















