Centronave divulga nota sobre o encalhamento do navio cargueiro no Canal de Suez, Egito - Revista Capital Econômico
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Centronave divulga nota sobre o encalhamento do navio cargueiro no Canal de Suez, Egito

O CENTRONAVE – Centro Nacional de Navegação Transatlântica informa o que se segue, no que diz respeito ao incidente envolvendo um navio cargueiro de 400 metros de comprimento e 200 mil toneladas de porte bruto, ocorrido na última terça-feira, 23 de março, no Canal de Suez, Egito.

Segundo dados da autoridade local, devido a uma tempestade de areia e ventos muito fortes, o navio encalhou diagonalmente no Canal, impedindo o fluxo de navios e o transporte marítimo naquela passagem.

Com 195 km de extensão, o Canal de Suez é responsável por conectar o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e representa a rota mais curta do comércio marítimo internacional entre a Ásia e a Europa.

O incidente afeta diretamente os mercados europeu e asiático, e há a possibilidade de algum “efeito cascata” no comércio mundial, já que 12% de tais fluxos transitam pelo Canal de Suez, notadamente cargas de petróleo.

No entanto, qualquer previsão neste momento, no que se refere a seu impacto real na cadeia global de suprimento e do comércio exterior brasileiro, é muito prematura e incompleta.

Trata-se ainda de uma conjectura, sem motivos para alarmismo, uma vez que dependerá principal, mas não unicamente, de quanto tempo a rota pelo Canal permanecerá interrompida, o que hoje não é conhecido.

É importante esclarecer que as principais rotas marítimas que ligam o Brasil a seus parceiros comerciais são diretas e não transitam pelo Canal de Suez.

No momento, estão sendo feitos, em alto nível técnico, todos os esforços para a reflutuação do navio.

Os Associados do CENTRONAVE acompanham de perto as operações em andamento. Também estão analisando, onde necessário, todas as alternativas possíveis para minimizar quaisquer possíveis impactos a seus clientes globais, incluindo o redirecionamento de navios, se cabível e necessário, para rotas mais longas como a do Cabo da Boa Esperança, pelo sul da África.

Atualmente, cerca de 200 navios de várias bandeiras, tamanhos e tipos aguardam a reabertura da passagem, representando aproximadamente 10% da frota que transita no canal por mês.

O CENTRONAVE é uma entidade associativa com 114 anos de existência, que reúne as 19 maiores empresas de navegação de longo curso atuando no Brasil. Na próxima terça-feira, ou assim que surgirem novas atualizações relevantes, a entidade voltará a divulgar um posicionamento atualizado.

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