Apesar dos juros altos, renda fixa requer cautela, na opinião de especialista - Revista Capital Econômico
Mais do que uma simples leitura: é informação relevante, confiável e que gera conexão!

Apesar dos juros altos, renda fixa requer cautela, na opinião de especialista

Movimento de migração é natural, mas exige atenção porque nem todos os títulos de renda fixa garantem boa rentabilidade

O aumento da taxa básica de juros, Selic, para 12,75%, na quarta-feira (4/5) para combater a inflação que, segundo prévia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está em torno de 12,03% no período de 12 meses, tem contribuído para que mais e mais investidores brasileiros migrem para a renda fixa.

E a tendência é que essa fuga da renda variável se mantenha nos próximos meses, já que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central declarou que o viés é de alta da Selic no próximo encontro.

Essa busca por segurança aliada a boa rentabilidade é comprovada por um levantamento feito pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

A pesquisa mostra que no primeiro trimestre as operações nesse segmento foram responsáveis por R$ 89,1 bilhões (84,7%) do volume total de captações, o maior desde 2012.

O fenômeno pode ser explicado pelo cenário econômico cheio de incertezas, que torna a renda variável extremamente volátil.

Porém, na hora de investir é preciso ter cautela. Não são todos os investimentos nesse segmento que garantem rentabilidade acima da inflação.

Segundo Francis Wagner, CEO do App Renda Fixa, no atual cenário os títulos pós-fixados se tornaram mais atrativos sob a ótica de remuneração.

Quais são os títulos de renda fixa mais indicados para o momento?

“Os produtos de renda fixa mais vantajosos, considerando o cenário atual, são os títulos inflacionários, ou seja, aqueles indexados ao IPCA ou IGPM, por exemplo.

Atualmente é possível encontrar títulos como o CDB pagando IPCA+7,24%, o que significa 7,24% de juros reais”, afirma.

Outro exemplo é o Tesouro Selic cujo rendimento segue a variação da própria taxa, além do que, existem papéis do Tesouro atrelados ao IPCA como o Tesouro IPCA+2026. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também são atraentes para o investidor de renda fixa.

“Seja qual for o título escolhido para investir, é importante ficar atento aos acontecimentos diários. Qualquer mudança na economia e nas decisões do Banco Central ou no comportamento do mercado de capitais é motivo para o investidor reavaliar suas escolhas e fazer mudanças para não perder recursos ou ganhar menos do que poderia”, conclui Wagner.

5 investimentos de renda fixa que oferecem o maior retorno

CDB Banco Master – 1826 dias (5 anos) – Taxa IPCA+7,26% Rentabilidade esperada em março: 2,22%

Rentabilidade esperada no ano: 3,8%

 

CDB Banco BMG – 721 dias (2 anos) – Taxa IPCA+6,75%

Rentabilidade esperada em março: 2,17%

Rentabilidade esperada no ano: 3,76%

 

CDB BRK – 2880 dias (8 anos) – Taxa 128% CDI

Rentabilidade esperada em março: 1,19%

Rentabilidade esperada no ano: 3,13%

 

CDB BRK – 1800 dias (5 anos) – Taxa 125% CDI

Rentabilidade esperada em março: 1,16%

Rentabilidade esperada no ano: 3,05%

 

CDB Banco Master – 721 dias (2 anos) – Taxa 14,42%

Rentabilidade esperada em março: 1,13%

Rentabilidade esperada no ano: 3,42%

Comentários estão fechados.