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A nova realidade humana

*Por André Coutinho

O isolamento social proporcionado pela covid-19 afetou drasticamente o comportamento humano, o que resultou em uma nova realidade a que as pessoas estão se adaptando rapidamente. Dependendo de quais comportamentos persistem, mudam e surgem, eles afetarão as organizações em todos os setores, criando, em muitos casos, a necessidade de novos modelos de negócios e operacionais.

Nesse contexto inédito provocado pela pandemia, podemos discutir os padrões que agora fazem parte da nova realidade humana.

Foram identificados sete fatores que já estão integrados à vida das pessoas e que também acabam afetando de maneira direta a forma como as empresas devem se organizar.

O primeiro diz respeito ao share of wallet do cliente relativo às mudanças multifatoriais nas prioridades de gastos dos consumidores e o quanto eles desembolsam com produtos ou serviços de uma empresa.

Nesse caso, modelos preditivos são construídos para combinar a estrutura de carteira do consumidor, análise de mudanças comportamentais e dados de gastos do consumidor, fornecendo insights exclusivos sobre como a economia moldará a mudança.

Em segundo, está a resiliência pessoal que foi reforçada pelas alterações comportamentais significativas devido às incertezas e volatilidades do momento atual. Além desses, podemos citar ainda os consumidores ambidestros que são aqueles que mudam os modelos de compra de físico para virtual de um dia para o outro, oscilando entre os dois.Outro fator se refere às grandes mudanças que geram grandes mudanças. Nesse sentido, as pessoas estão saindo do piloto automático e repensando todos os aspectos da vida.

Em quinto, elencamos as expectativas do novo trabalhador que mudaram com as novas opções de trabalho que podem ser realizadas fora do escritório com a implementação de políticas de saúde e de segurança. Se por um lado existe um sentimento de que o home office se tornou uma opção viável e, em alguns setores, vem sendo tratado como indispensável, por outro a parcela de colaboradores que desejam voltar ao escritório não é irrelevante, podendo chegar à maioria.

O sexto fator faz referência à aceleração de uma economia sob demanda com uma plataforma emergente para uma nova abordagem da força de trabalho. Por fim, a mobilidade pessoal como liberdade ganha destaque à medida que as viagens passaram a ser personalizadas diante das necessidades econômicas e de segurança do indivíduo.

Em suma, as empresas precisam entender os múltiplos papéis sobrepostos que as pessoas desempenham ao longo da vida – como vivem, aprendem, trabalham e se divertem – para interagir com elas da maneira certa, no momento certo, e para entender os comportamentos e expectativas em mudança.

*André Coutinho é sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

A KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 154 países e territórios, com 200.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 4.000 profissionais, distribuídos em 22 cidades localizadas em 13 Estados e Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG tornou-se uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilhamos valor e inspiramos confiança no mercado de capitais e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de mudanças sustentáveis em nossos clientes, governos e sociedade civil.


*André Coutinho é sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

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