Os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira (6), pressionados pela recuperação das exportações do Oriente Médio e pela expectativa de maior oferta após a decisão do G7 de liberar reservas emergenciais.
Às 7h13, no horário de Brasília, os contratos futuros do WTI, referência americana, caíam 2,1%, a US$ 87,60 por barril. O Brent, referência internacional, recuava 1,7%, a US$ 98,62, segundo a Reuters.
Exportações mostram recuperação
Os fluxos de petróleo, condensados e combustíveis do Golfo, excluindo o Irã, alcançaram em setembro cerca de 81% da média anterior à guerra, segundo dados da Vortexa citados pela Reuters. O avanço foi impulsionado pela recuperação dos embarques sauditas.
O ministro de Energia da Arábia Saudita informou que o volume transportado pelo oleoduto Leste-Oeste atingiu 5,8 milhões de barris. A rota conecta campos produtores ao terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, oferecendo uma alternativa ao Estreito de Ormuz.
Reservas emergenciais ampliam perspectiva de oferta
Na sexta-feira (2), o G7 concordou em liberar 100 milhões de barris de petróleo e diesel de suas reservas emergenciais. O grupo também se comprometeu a evitar restrições às exportações de energia.
A Arábia Saudita reduziu o preço oficial do petróleo Arab Light destinado à Ásia, reforçando os sinais de melhora nas condições de oferta.
Separadamente, sete integrantes da Opep+ decidiram manter a produção estável em novembro.
A recuperação dos embarques reduz parte da preocupação imediata com o abastecimento. Entretanto, ameaças às rotas marítimas e à infraestrutura energética continuam a limitar a normalização dos fluxos e a sustentar incertezas sobre a oferta.






















