O real pode se valorizar nesta segunda-feira (5), após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial. O desempenho do candidato do PL superou as expectativas de parte das pesquisas e provocou uma reação inicialmente positiva nos ativos brasileiros negociados no exterior.
Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. Como nenhum candidato alcançou a maioria necessária para vencer no primeiro turno, a disputa seguirá para uma nova votação em 25 de outubro.
Resultado eleitoral entra no radar dos mercados
O resultado veio após pesquisas apontarem uma disputa apertada, algumas delas com Lula à frente no primeiro turno.
Investidores avaliam o cenário diante das diferenças entre as propostas dos candidatos para a política fiscal, os gastos públicos e a condução da economia.
A reação inicial dos mercados expressa expectativas sobre a futura política econômica. A eleição permanece em aberto, e as decisões do próximo governo dependerão do resultado do segundo turno e das medidas efetivamente adotadas.
Política fiscal ganha destaque na reta final
A trajetória das contas públicas deve continuar entre os principais fatores acompanhados nos mercados de câmbio, títulos públicos e ações durante as últimas semanas da campanha.
Parte dos investidores considera que as propostas de Flávio Bolsonaro para reduzir gastos e promover um ajuste fiscal podem favorecer os ativos brasileiros. Os efeitos sobre os custos de financiamento e as expectativas para os juros, contudo, dependerão do conteúdo das medidas, de sua aprovação e da capacidade de implementação.
A diferença de 1,87 ponto percentual entre os candidatos mantém a atenção voltada à disputa de 25 de outubro. Até lá, as propostas econômicas das duas campanhas devem permanecer no centro das avaliações do mercado.






















