Em 2026, o mercado de trabalho atravessa uma transformação profunda, marcada pela consolidação da inteligência artificial generativa como um fator estratégico de competitividade. Segundo análises da WeWork, a Tecnologia deixou de ser apenas um diferencial técnico e passou a redefinir o perfil dos profissionais mais valorizados pelas organizações, que agora buscam talentos capazes de dominar, aplicar e cocriar soluções baseadas em IA.
Programas como o AI Bootcamp da PwC, voltados a lideranças empresariais, e modelos de negócio que já apresentam ganhos financeiros mensuráveis a partir do uso da inteligência artificial reforçam esse movimento. Levantamento recente do jornal espanhol Cinco Días aponta que seis em cada dez grandes empresas já registram aumento de resultados financeiros com a adoção estruturada de IA, acelerando a demanda por profissionais que saibam transformar tecnologia em valor para o negócio.
Além do domínio de ferramentas de IA generativa, as empresas ampliam a busca por competências como capacidade analítica, pensamento crítico, comunicação clara, colaboração multidisciplinar e tomada de decisão estratégica. Para a WeWork, a fluência em inteligência artificial vem se consolidando como uma habilidade-chave especialmente para cargos estratégicos, diretamente associada a ambientes de trabalho mais flexíveis, colaborativos e orientados ao aprendizado contínuo.
Mesmo com o avanço da automação, o fator humano permanece central. O conceito de human in the loop, no qual profissionais supervisionam, treinam e orientam sistemas inteligentes, ganha relevância e impulsiona a valorização de habilidades cognitivas avançadas, visão crítica e capacidade de adaptação em contextos de mudança acelerada.
Nesse cenário, a WeWork observa que empresas que adotam modelos híbridos bem estruturados estão mais avançadas na preparação de seus talentos para esse novo ciclo. De acordo com a companhia, muitas organizações utilizam seus escritórios como hubs estratégicos de inovação, capacitação, integração de equipes e troca de conhecimento, transformando o espaço físico em um aliado direto da competitividade em um mercado cada vez mais orientado por inteligência artificial.
“A inteligência artificial generativa acelerou uma mudança que já estava em curso. Em 2026, não basta adotar tecnologia; é preciso desenvolver pessoas capazes de pensar estrategicamente, colaborar em ambientes híbridos e usar a IA como ferramenta para gerar valor real para o negócio. As empresas mais competitivas serão aquelas que investirem simultaneamente em tecnologia, cultura e aprendizado contínuo”, afirma Cláudio Hidalgo, presidente regional da América Latina da WeWork.
Para a companhia, o desafio de 2026 vai além da implementação de novas soluções tecnológicas. Trata-se de criar condições para que pessoas e organizações evoluam juntas, combinando inteligência artificial, desenvolvimento contínuo e ambientes de trabalho que favoreçam colaboração, criatividade e crescimento humano em um contexto de rápidas transformações.




















