7 ações emergenciais para enfrentar a inflação real - Revista Capital Econômico
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7 ações emergenciais para enfrentar a inflação real

A inflação é uma realidade no Brasil, devendo atingir diretamente o bolso do brasileiro.

Apenas em setembro esse índice subiu 1,16% na comparação com agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas, a inflação real que abate o bolso do brasileiro é muito maior, sendo que os preços de itens básicos são os que mais sobem.

“Por mais que possa se argumentar que o mundo está passando por uma alta inflacionária, temos que ver o impacto direto desses números para a população, que é o que mais importa. E infelizmente o resultado vem sendo drástico, com o aumento do endividamento e, o pior, da miséria”, analisa Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN).

O especialista explica que são necessárias estratégias drásticas para combater essa inflação, e mesmo assim serão sentidos os reflexos nas contas.

“Os reajustes nos ganhos geralmente são mensais, mas os aumentos dos preços são diários, sendo necessária atenção a cada item de consumo. É preciso reavaliar cada ato de consumo”, explica Domingos.

São muitas as medidas a serem tomadas para o reajuste das finanças, mas algumas devem ser imediatas. O presidente da ABEFIN listou sete dessas:

Energia, água e gás

Banhos longos, luzes acessas e dispositivos ligados na tomada podem consumir muita energia elétrica sem perceber – e esses são gastos que passam despercebidos até o momento de pagar a conta.

O mesmo acontece com o uso de água e gás. Economizar no uso desses recursos e tomar mais cuidado ao usá-los vai acarretar uma economia na conta no fim do mês.

Conta de celular, streaming e cabo

As tarifas das operadoras de celular podem aumentar e, por isso, recomendo comparar os valores. Também cuidado com serviços de streaming e tv à cabo, muitas vezes se contratou e não utiliza mais, contudo o gasto continua a corroer as finanças. Um alerta se faz a aplicativos pagos e joguinhos de celular, esses são realmente necessários?

Supermercado

O preço de alguns itens básicos aumentou em grandes proporções, o que pode prejudicar ainda mais o seu bolso.

Recomendo fazer uma lista de compras com os itens que são realmente necessários e optar por marcas mais baratas. Tome cuidado também com as promoções: às vezes pode parecer vantajoso levar produtos em maior quantidade pelo preço de um, mas você pode estar desperdiçando dinheiro.

Reutilize

Roupas, por exemplo, são itens que podem ser reutilizados criando novas peças, o mesmo pode ser feito com vários produtos, até alimentos. Assim você consegue economizar – e esses não são produtos baratos.

A recomendação é que você pense em todos os outros itens de sua casa que podem ser reutilizados e não gaste duas vezes.

Gastos com lazer

Um dos gastos mais fáceis de controlar são os relacionados a passeios, restaurantes e lazer no geral.

Com a inflação, os passeios ficam cada vez mais caro – e por isso é recomendado evitar passeios mais custosos. Dê preferência a opções de lazer mais baratas, a diversão pode ser a mesma.

Pequenos gastos

Esses são os grandes vilões dos orçamentos e como são gastos pequenos, eles passam despercebidos e, ao final do mês, o valor total pode ser surpreendente.

O melhor é evitar pequenos excessos de todos os dias como vários cafés e lanchinhos, e até a cervejinha, pois isso pode consumir boa parte de sua renda.

Carro

O combustível é um dos vilões dessa alta inflacionária, assim, é preciso otimizar esse gasto.

Faça uma análise, ´pode ser mais econômico deixar de usar o carro no dia a dia e optar pelo transporte público, ou mesmo pode ser vantajoso usar aplicativos de transporte e vender o veículo.

Mais uma opção pode ser compartilhar viagens e dividir as despesas. Outro fator que deve sempre lembrado é de manter o carro revisado para evitar gastos com manutenção.

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