2020 – o ano que aprendemos mais sobre nós mesmos - Revista Capital Econômico
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2020 – o ano que aprendemos mais sobre nós mesmos

Por Tânia Moura

2020 foi muito difícil para a maioria de nós, sem dúvida. Um ano de incertezas e mudanças inesperadas.

Fomos lançados ao confinamento do COVID-19 em meados de março, e a vida se tornou muito diferente de lá pra cá.

Um novo normal que não foi tão normal assim

Aprendemos como abraçar o mundo e valorizar a vida.

Aprendemos mais sobre nosso corpo e sobre telemedicina.

Aprendemos muitas coisas sobre nós mesmos.

Aprendemos como ser resilientes, perseverar e como funciona a empatia.

Aprendemos que a bondade tem um novo significado.

Adotamos esse novo normal e uma nova perspectiva.

Aprendemos a trabalhar remotamente, comprar mais online – tudo entregue bem na nossa porta!
Ficamos em casa e o conceito de casa tornou-se muito mais do que um lugar; tornou-se um sentimento (por vezes bem turbulento), um porto seguro, nossa zona de conforto.

Também reconhecemos a luta e a batalha de muitos.

O trabalho psicológico dessa pandemia criou uma montanha-russa de emoções.
Muitos foram incapazes de se adaptar a tais medidas isolantes e exigentes. A perda de trabalho e a falta de renda foram catalisadores para os diversos programas e grupos privados e públicos desenvolvidos para fornecer ajuda a todos.

O amor à humanidade, evidente na obra de quem doou, prevaleceu.
Alimentamos outras pessoas, doamos nosso tempo e dinheiro a causas dignas de socorro. Cuidamos de nossas famílias, vizinhos, amigos e negócios locais. Alguns prosperaram, outros não, mas nos conectamos e nos fortalecemos coletivamente.

Tivemos que aprender como lidar com a ansiedade, o estresse, a opressão e a tristeza. A aula sobre a vida e como fazemos dos “limões uma limonada”, agora, virou uma rotina. A adaptação se tornou uma prática diária e difícil – estamos sempre na escola!

A limonada é onde encontramos a alegria. Nunca experimentamos nada parecido antes, então tivemos que nos adaptar. E para facilitar, tornamos a vida mais simples, mais minimalista. Gravatas e saltos altos ficaram de lado. Máscaras tomaram seus lugares na lista de acessórios.

Zoom agora é uma palavra familiar e nos comunicamos com a maior frequência possível sem precisar perder tempo de deslocamento. Economizamos tempo e sacrificamos o contato humano pela segurança.

A conversa nas mídias sociais inundou nosso dia.

Nossas habilidades de leitura e escrita melhoraram à medida que refletíamos sobre o que estava acontecendo. Ampliamos nosso vocabulário e nossa visão de mundo.
Talvez tenha sido um apelo à criatividade para cada um encontrar seu escritor, artista, jardineiro ou chef interior.

Este foi o ano para descobrir talentos ocultos, reconhecer vulnerabilidades e desbloquear potenciais.

2020 foi um ano muito imprevisto mas, com certeza, um ano de muitas lições aprendidas.

2021 está cheio de muitas incógnitas e possibilidades. O que será que o próximo ano nos reserva? Guimarães Rosa diria que o que a vida quer da gente é coragem!

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