São Paulo, fevereiro de 2026 – Em um cenário marcado pelo excesso de notificações e disputas pela atenção do consumidor, a escolha entre WhatsApp, e-mail ou SMS tornou-se estratégica para empresas que desejam engajar sem desgastar o relacionamento.
Para o diretor global de Vendas da ActiveCampaign, Rodrigo Bidinoto, o ponto central não é o canal em si, mas o comportamento de quem recebe a mensagem. Segundo ele, o erro mais comum das empresas é ignorar a conveniência do cliente.
Dados globais da própria ActiveCampaign indicam que marcas que automatizam a jornada com base nas preferências reais do consumidor economizam, em média, 13 horas semanais de trabalho manual. Além disso, quando integrada de forma autônoma, a mensageria pode elevar o engajamento de leads em até 66%.
“O canal mais relevante é aquele que o cliente prefere. A empresa precisa oferecer essa opção e estruturar sua comunicação de forma omnicanal”, afirma Bidinoto. Para isso, a automação surge como aliada para personalizar contatos e respeitar as preferências individuais.
SMS mantém nicho de alta confiança
No Brasil, o SMS ainda ocupa um espaço estratégico, especialmente para comunicações transacionais. De acordo com o executivo, há uma percepção de maior oficialidade nesse canal, principalmente para envio de códigos de autenticação multifator. A integração automática desses códigos ao dispositivo do usuário reduz fricções e melhora a experiência.
E-mail segue essencial para conteúdo aprofundado
Para comunicações mais extensas e campanhas de marketing segmentadas, o e-mail permanece como base estrutural. O canal permite detalhamento de informações com baixo custo e alta escalabilidade. Segundo Bidinoto, bases bem segmentadas e tagueadas podem alcançar taxas de abertura de até 90% em campanhas personalizadas.
WhatsApp como canal de conversão
Se o e-mail constrói relacionamento, o WhatsApp tende a ser o canal de conversão. A estratégia recomendada é utilizar o e-mail como porta de entrada, direcionando o cliente para uma conversa no aplicativo, onde o marketing se torna conversacional e mais próximo.
No entanto, a empresa alerta para o uso responsável da ferramenta. Disparos massivos e não segmentados podem resultar em bloqueios pela Meta Platforms, controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram.
Rentabilidade acima das “métricas de vaidade”
Mais do que cliques ou taxas de abertura, o foco deve estar na rentabilidade. Bidinoto destaca que decisões precisam ser orientadas por dados concretos, priorizando custo de aquisição e retenção. Converter clientes sem alinhamento com o perfil da empresa pode gerar churn elevado e comprometer resultados no médio prazo.
A estratégia ideal, portanto, não é escolher um único canal, mas integrar WhatsApp, e-mail e SMS de forma inteligente, automatizada e centrada no comportamento do consumidor — evitando desgaste e fortalecendo relacionamentos de longo prazo.




















