Taxa de juros do cartão de crédito: PROTESTE explica como é calculada - Revista Capital Econômico
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Taxa de juros do cartão de crédito: PROTESTE explica como é calculada

O consumidor deve ficar atento às regras que regulam os juros do cartão de crédito

O cartão de crédito é uma modalidade de pagamento que proporciona muita facilidade ao se fazer compras.

Antigamente, as pessoas tinham que andar com o dinheiro, muitas vezes contado para comprar alguma coisa, ou preencher um talão de cheque quando a compra era muito alta.

O crédito melhorou muito a vida do consumidor, só que ele tem um obstáculo: a taxa de juros.

Cada vez mais os brasileiros estão comprando com esse meio de pagamento.

Não é coincidência que tantas fintechs financeiras surgiram no mercado oferecendo cartões de crédito sem anuidade e com melhores condições na hora de parcelar suas compras.

O que são os juros do cartão de crédito?

É um valor que as empresas de cartão cobram pelo dinheiro que você pega emprestado.

Quando você faz uma compra grande e não tem condição de pagar, parcela a fatura que comprou para sua renda dar conta desse valor.

Ao fazer isso, você está pedindo um empréstimo ao banco, porque o dinheiro que você deveria dar a ele por ter pagado a sua compra não ocorreu, então é como se ele tirasse do próprio bolso para quitar.

Concorda que por pedir emprestado esse dinheiro a empresa tem o direito de cobrar um valor um pouco maior por isso?

Segundo o Mapa da Inadimplência 2021, que estudou o endividamento dos brasileiros pelo Serasa, as dívidas com bancos e cartões de crédito são as principais causas de negativações no país, sendo cerca de 29,7%.

Por isso, evitar a taxa de juros do cartão e a parcela de compras é a melhor maneira para impedir que suas dívidas cresçam rapidamente e quitá-las sem acumular.

Como são calculados os juros do cartão de crédito?

Ao chegar uma fatura, se você não pagar o total do valor até a data de vencimento, a diferença entre o valor pago e o valor total entra no rotativo.

Os juros do rotativo são calculados com base no que não foi pago da fatura mensal, dentro do prazo previsto.

Por exemplo: se você tem uma fatura de R$200 e não conseguiu pagar.

No próximo mês, você terá que pagar os mesmos R$ 200 com juros rotativos, que podem chegar até 16,9% ao mês, dependendo da instituição.

Além da multa por atraso e a parcela seguinte. Na Nubank, por exemplo, essa porcentagem pode variar entre 2,75% e 14% ao mês.

Vamos dizer que a taxa de juros seja de 12%.

O cálculo da sua próxima parcela ficaria mais ou menos assim:

R$ 200 + (R$200 x 12%) + 2% + 1% =

R$ 200 + R$24 + R$4 + R$2 =

R$ 230

Sendo que:

R$ 200 é o saldo devedor da fatura;

12% é o valor dos juros rotativos do cartão de crédito;

2% é a multa por atraso;

1% de mora cobrado por mês, pago proporcionalmente a quantidade de dias de atraso da fatura.

Sendo assim, quanto maior o saldo do devedor no mês, maior será o valor da dívida final. Isso porque os juros acumulam.

O que é pagamento mínimo da fatura?

Na hora de pagar a fatura, você pode quitar o valor mínimo, deixando o resto para pagar no próximo mês. O valor é sempre informado no documento de cobrança ou pelo aplicativo do cartão, geralmente é 15%.

O pagamento mínimo é calculado da seguinte forma:

% do juros do rotativo;

% multa por atraso;

% juros de mora;.

Por exemplo: se a fatura é de R$ 1000,00 e você pagou só o mínimo de 15%, ou seja, R$150.

Restaram R$ 850 para o mês que vem e a taxa de juros do rotativo dessa vez é de 13%.

Juros do rotativo: 850 x 0,13 = R$110,50

Multa por atraso 2% (a.m) = R$17,00

Juros de mora 1% (a.m) = R$8,50

Valor a pagar no próximo mês: 1.000 (próxima fatura) + 850 (valor restante da fatura anterior) 110,50 + 17,00 + 8,50 = R$ 1986,00

A Receita Federal informou que o IOF referente ao crédito rotativo é de 0,0082% a.d. As operações ainda sofrem com o valor extra de 0,38% sobre o total da operação.

Vale lembrar que o Banco Central proíbe o pagamento da fatura mínima em meses consecutivos.

O órgão mudou as regras após perceber que a ferramenta estimulava as dívidas dos consumidores, que acabavam virando uma bola de neve.

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