Os carros populares seguem como protagonistas no transporte por aplicativo no Brasil. Um levantamento do Data Gaudium aponta que modelos compactos e de baixo custo representam quase 80% das corridas registradas no país, reforçando a importância do preço e da economia operacional na escolha dos motoristas.
Entre os destaques está o Renault Kwid, que figura entre os veículos com maior número de viagens. O modelo é um dos mais acessíveis do mercado e simboliza a lógica econômica predominante no setor: quanto menor o custo de aquisição e manutenção, maior a possibilidade de retorno financeiro, especialmente em corridas curtas.
Além do Kwid, veículos como Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Volkswagen Gol e Fiat Mobi aparecem entre os mais utilizados. O estudo analisou modelos fabricados entre 2016 e 2026 e cruzou os dados com os carros mais acessíveis da Tabela Fipe.
Embora os compactos dominem, sedãs também têm presença relevante. Modelos como Volkswagen Polo, Hyundai HB20S, Chevrolet Prisma e Chevrolet Onix Plus são escolhidos por oferecerem mais espaço interno e porta-malas maior, características valorizadas em corridas mais longas ou com passageiros que transportam bagagens.
Crescimento dos elétricos indica mudança gradual
O estudo também aponta uma transformação em curso na frota. Veículos elétricos, como o BYD Dolphin Mini e o BYD Dolphin, começam a ganhar espaço entre motoristas de aplicativo. O Dolphin Mini, inclusive, lidera o número de corridas entre lançamentos recentes.
Segundo Júlia Camossa, responsável pelo levantamento, o custo inicial mais alto desses modelos é compensado pela economia com combustível e manutenção. Isso tem tornado os elétricos cada vez mais competitivos, principalmente em um cenário de pressão por redução de gastos operacionais.
O estudo indica que os motoristas começam a equilibrar duas prioridades: veículos acessíveis e econômicos, e modelos que ofereçam mais conforto, eficiência e Tecnologia. A tendência sugere que o mercado de mobilidade por aplicativo no Brasil passa por um momento de transição, com soluções mais sustentáveis ganhando espaço de forma gradual.
O avanço dos elétricos, aliado à permanência dos carros populares, mostra que o setor ainda é guiado pelo custo-benefício, mas já começa a incorporar novas demandas e tecnologias no processo de decisão dos motoristas.



















