São Paulo, fevereiro de 2026 – Realizar o sonho da casa própria segue entre as principais metas financeiras dos brasileiros, especialmente no início de um novo ano. Com organização e planejamento, juntar dinheiro para comprar um apartamento pode deixar de parecer algo distante e se tornar um objetivo viável, inclusive para quem pretende financiar o imóvel ou utilizar programas habitacionais.
De acordo com especialistas do setor imobiliário, o primeiro passo é ter clareza sobre a meta financeira. Em geral, os bancos exigem uma entrada que varia entre 20% e 30% do valor do imóvel, percentual que deve orientar todo o planejamento inicial. “Ter clareza sobre o valor do imóvel desejado e o quanto será necessário para a entrada evita frustrações e permite traçar um plano realista”, afirma Simone Vieira, superintendente de Operações Comerciais da HM Engenharia, referência em soluções imobiliárias acessíveis e de qualidade.
A organização do orçamento mensal é outro ponto decisivo nesse processo. Anotar todos os gastos, desde despesas fixas como moradia, transporte e alimentação até pequenos custos do dia a dia, ajuda a identificar excessos e oportunidades de economia.
A recomendação é dividir o orçamento em categorias e definir um valor fixo mensal destinado exclusivamente à compra do apartamento. “Mesmo que o valor reservado inicialmente seja pequeno, a constância faz toda a diferença ao longo do tempo”, reforça a executiva da HM Engenharia.
Separar o dinheiro destinado ao imóvel das finanças do dia a dia também é fundamental. Aplicações seguras e com liquidez, como Tesouro Selic e CDBs com resgate diário, são alternativas indicadas para quem busca proteger o valor guardado e ainda obter algum rendimento. Para perfis mais conservadores, a poupança pode ser uma opção inicial, apesar da rentabilidade menor.
Outro aliado importante no planejamento é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O saldo pode ser utilizado para compor a entrada, amortizar parcelas do financiamento ou reduzir o saldo devedor. “O FGTS é uma ferramenta valiosa para quem trabalha com carteira assinada e pode acelerar significativamente a conquista do imóvel”, explica Simone, ressaltando que existem regras específicas para o uso do recurso, como limites de valor do imóvel.
Além da entrada, o comprador precisa considerar custos adicionais, como escritura, registro em cartório e ITBI, que costumam representar entre 3% e 5% do valor do imóvel. No caso do primeiro imóvel, vale verificar a possibilidade de isenção do ITBI e do registro em cartório, conforme as regras do município e o enquadramento do comprador, o que pode reduzir significativamente os custos iniciais. Também é importante reservar recursos para mobília, eventuais reformas e a formação de uma reserva de emergência, garantindo maior tranquilidade no período pós-mudança.
Para quem busca facilidades, o mercado imobiliário oferece alternativas que ajudam a viabilizar a compra. “Hoje, existem condições que permitem parcelar a entrada e adequar o pagamento à realidade financeira de cada família, tornando o processo de compra mais acessível”, destaca Simone.
Segundo a executiva, com planejamento, disciplina e informação, o objetivo de comprar um apartamento pode sair do papel ainda em 2026. “Mais do que juntar dinheiro, é questão de criar uma estratégia e manter o foco, com orientação adequada e disciplina”, conclui.




















