O Paço Imperial, localizado na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, abriu neste sábado (28) a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, reunindo cerca de 160 obras de mais de 100 artistas. A mostra celebra as quatro décadas do espaço como centro cultural e destaca sua relevância histórica e artística no país.
Construído em 1743 em estilo colonial português, o prédio é um dos marcos do período colonial e imperial brasileiro. O local já foi residência dos vice-reis, sede do governo imperial e palco de acontecimentos históricos como o Dia do Fico, protagonizado por Dom Pedro I. Também foi no Paço que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888.
Desde 1985, o espaço funciona como centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura. Com isso, tornou-se um dos principais polos culturais da região central da cidade.
A exposição reúne trabalhos icônicos e inéditos de artistas como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Roberto Burle Marx, entre outros nomes de diferentes gerações e estilos.
Com curadoria de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, a mostra propõe uma experiência sem hierarquia ou ordem cronológica. Inspirado no conceito de “constelações”, do filósofo Walter Benjamin, o projeto busca conectar obras e artistas diversos, permitindo ao visitante criar seu próprio percurso.
O público pode explorar 12 salões e dois pátios internos do edifício, incluindo um jardim em homenagem a Burle Marx. Entre as obras inéditas está “Agrupamento”, do artista José Damasceno, criada especialmente para a exposição com materiais coletados na tradicional feira da Praça XV.
Além da exposição, o Paço Imperial promoverá até junho uma série de atividades, como seminários, oficinas e ações educativas, reforçando seu papel na difusão cultural.
A mostra é gratuita e fica em cartaz até o dia 7 de junho de 2026. O espaço funciona de terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.
Com informação Agência Brasil.















