A inteligência artificial consolidou-se em 2025 como uma ferramenta presente no dia a dia das empresas brasileiras, extrapolando os limites das áreas de Tecnologia da informação. Um levantamento do Infojobs, site de empregos mais utilizado no país, indica que as vagas que exigem conhecimento em IA estão cada vez mais distribuídas entre setores como marketing, vendas, atendimento ao cliente, administração e recursos humanos, movimento que deve se intensificar ao longo de 2026.
De acordo com os dados, além das áreas de informática e tecnologia, os segmentos comercial e de marketing figuram entre os que mais concentram oportunidades ligadas ao uso da inteligência artificial. A tendência reflete a adoção crescente da tecnologia para automação de processos, análise de dados, personalização de estratégias e aumento da eficiência nos negócios.
No marketing, a IA já é aplicada em atividades como análise de comportamento do consumidor, otimização de campanhas, gestão de tráfego, produção de conteúdo e mensuração de resultados. Com isso, cargos como gestor de tráfego, social media, analista de marketing e especialista em automação vêm ganhando protagonismo nas descrições de vagas.
“No ambiente corporativo, a IA passou a ser uma aliada para todas as áreas que lidam diretamente com receita e relacionamento com o cliente”, afirma Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo detentor do Infojobs.
Na área comercial, funções como representante comercial, vendedor interno, SDR e gestor comercial aparecem entre os principais cargos que já exigem familiaridade com soluções de inteligência artificial. Nessas posições, a tecnologia é utilizada principalmente para análise de dados de vendas, previsão de demanda e personalização das abordagens junto aos clientes.
O atendimento ao cliente também passa por transformações relevantes. Cargos como operador de atendimento, analista de suporte, analista de CRM e analista de relacionamento com o cliente incorporam, cada vez mais, o uso de chatbots, sistemas preditivos e ferramentas de automação baseadas em IA em suas rotinas.
Para Patricia Suzuki, a expansão da inteligência artificial para áreas não técnicas evidencia uma mudança cultural nas empresas. “As organizações entenderam que a inteligência artificial precisa estar integrada aos processos do dia a dia, e não isolada em um único departamento”, explica.
Estudos internacionais corroboram essa tendência. Uma pesquisa da McKinsey aponta que empresas que aplicam IA em áreas comerciais e operacionais registram ganhos significativos de produtividade e eficiência, especialmente em marketing, vendas e atendimento. Já o Fórum Econômico Mundial destaca que funções ligadas à interação humana, tomada de decisão e criatividade seguem essenciais, mas passam a ser potencializadas pelo uso de tecnologias inteligentes, redefinindo o escopo de diversas profissões.
O levantamento do Infojobs também mostra que áreas administrativas, como finanças e recursos humanos, ampliaram o uso da inteligência artificial para análise de dados, automação de processos e apoio à tomada de decisão. Esse avanço impacta cargos como analista de RH, analista contábil e gestor financeiro.
“A inteligência artificial amplia a capacidade humana, mas não substitui a necessidade de profissionais qualificados, com visão analítica e responsabilidade ética para guiar esse recurso. O diferencial está em saber como aplicar a tecnologia de forma inteligente em suas áreas”, conclui a executiva do Infojobs.




















