Investidores para sua startup: Quando e como atrair? - Revista Capital Econômico
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Investidores para sua startup: Quando e como atrair?

Dicas são do fundador e CEO do CondoConta, fintech que recebeu três aportes em 2021, ano em que as fintechs foram o setor que concentrou a maior parte dos investimentos; empreendedor atraiu os mesmos investidores de Rappi, Creditas e Gympass

No ano em que as startups brasileiras receberam um volume recorde de investimento, com US$ 9,43 bilhões captados, em 2021, segundo relatório produzido pelo Distrito, as fintechs foram o setor que concentrou a maior parte deles.

As startups que levam tecnologia ao setor bancário captaram US$ 3,7 bilhões no ano passado em 176 rodadas; seguido pelas retailtechs, com US$ 1,3 bilhão, e pelas real estates, que captaram US$ 1,07 bilhão.

Mesmo com tantos investimentos em 2021, com valor total 2,5 vezes maior do que em 2020, quando e como atrair investidores ainda não é claro para todos os empreendedores, especialmente os pequenos.

Para auxiliá-los, reunimos dicas do CEO e cofundador da fintech CondoConta, banco digital para condomínios, que somente em 2021 atraiu três rodadas de investimento.

Dois dos aportes foram da Redpoint eVentures, investidora de startups como Creditas, Rappi, Gympass e Housi.

O primeiro, no primeiro trimestre de 2021, foi de R$ 6,6 milhões, em conjunto com a Darwin Startups.

O segundo, em setembro do mesmo ano, de R$ 6MM, motivado pelo entusiasmo do fundo com o rápido crescimento da fintech.

No fim de 2021 coube ainda outro aporte, desta vez da Igah Ventures, fundo que tem unicórnios como Infracommerce e Único no portfólio.

Os investimentos posicionaram a fintech na lista das que mais receberam incentivos nos primeiros meses de atuação, a soma é de R$22,2MM em pouco menos de um ano. Confira:

Qual o melhor momento para buscar investidores?

A melhor forma de atrair investidores é focando na evolução do negócio, criando uma empresa atraente e deixando-a preparada para que os investidores a encontrem.

Se estiver sempre pensando em buscar investimento, o empreendedor pode deixar a empresa de lado e o negócio não será atrativo.

Investir em uma startup cujo potencial, crescimento e poder de execução do empreendedor não está claro, é um grande risco para investidores e costuma afastá-los.

Como escolher o investidor ideal?

Os ideais dos investidores ou fundos de investimento devem estar alinhados com os dos co-fundadores da empresa.

Antes de fechar negócio, mapeie e pesquise os investidores.

Coloque em uma planilha, saiba se eles já investiram em outras empresas, quais foram os investimentos, se eles já investiram em concorrentes e quais mercados eles conhecem, assim terá claro qual pode agregar mais ao seu negócio, além do investimento financeiro.

No final das contas, o que traz um diferencial ao investimento é o histórico do investidor, se ele já investiu em alguma empresa parecida, do mesmo mercado ou de um mercado diferente mas com uma atuação semelhante, do qual ele traga um know how.

Importante avaliar também qual o network desse investidor e se ele consegue te conectar com novas oportunidades.

No nosso caso, avaliamos sempre se os nossos investidores já tinham experiência em fintechs ou bancos e se eles têm relacionamento com pessoas desse cenário.

Como apresentar o negócio para investidores?

Adapte o seu conteúdo ao público.

Investidores têm agendas muito concorridas, dependendo do fundo são milhares de pessoas do mundo inteiro os procurando.

Por isso, quando conseguir uma chance de apresentar o negócio é fundamental fazê-lo de forma sucinta, direta e clara.

Pergunte-se: Qual é a dor que existe? Como minha empresa ajuda a solucionar essa dor? Qual o time que atua no negócio?

Gosto muito da máxima de que pessoas extraordinárias, mesmo com um produto não tão bom, fazem o negócio acontecer, elas chegam a uma solução.

Diferente disso, times não tão bons, com pessoas que não estão em sintonia, mesmo com um produto excelente, correm grandes chances de a empresa não dar certo.

Consegui investimento, e agora?

O investimento vem acompanhado de uma grande responsabilidade com os recursos, afinal você está trazendo um sócio para a empresa, uma outra pessoa que poderá apontar direcionamentos que nem sempre devem agradar todo o board, mas podem ser melhores para a empresa.

Neste momento, você já deve ter um plano claro e sólido com time framing (prazo que você terá para executar o plano).

Lembre-se que a exposição da empresa também aumenta, então você deve estar preparado também para aumentar o número de clientes. Não adianta evoluir o negócio, atrair mas não conseguir receber novos clientes.

Após o investimento, a frequência de notícias boas, entre elas o aumento da exposição, a conquista da confiança dos clientes e chancela do mercado, aumenta tanto quanto a de novos desafios, como de entregar o resultado prometido e trazer para o time pessoas que comprem a ideia.

Muitas coisas importantes mudam, afinal, o jogo passa para outro nível.

Como funciona a estrutura de rodadas?

As rodadas geralmente tem um padrão de divisão internacional.

O investimento seed é o mais arriscado, pois tem como foco ideias que estão sendo validadas, os famosos MVPs (Mínimo Produto Viável) que buscam o product market fit (ajuste de produto para o mercado).

Nessa primeira fase, os investidores querem saber se existe um fit de produto com o mercado.

Se esse produto resolve dores latentes, se tem um mercado grande por trás dele.

Não adianta resolver a dor de duas pessoas, para ser escalável seu negócio precisa resolver a dor de milhões de pessoas.

Os rounds de investimento podem ser divididos em Séries, começando pela A.

As Séries A e B são conhecidas como escala, de crescimento rápido.

Cada vez mais o mercado privado avança com investimentos em rodadas, cada round tem um perfil de investidor, perfil de estágio da empresa e validação.

À medida que as séries avançam, os valores investidos ficam maiores, a responsabilidade aumenta e a empresa fica mais madura.

O CondoConta

Banco exclusivo para condomínios, o CondoConta leva transparência, eficiência e segurança à gestão financeira dos condomínios e melhora a vida dos condôminos.

A fintech oferece uma conta gratuita, com transações e emissão de boletos, além de produtos pensados especialmente para solucionar outras dores de síndicos, condôminos e administradoras, como a prestação de contas em tempo real, automação de boletos e balanços, crédito para financiamentos, seguros e antecipação da taxa condominial.

Atualmente presente em condomínios de todas as regiões do Brasil, o CondoConta responde por mais de R$ 200 milhões de reais em transações e R$ 80bi em gestão de patrimônio condominial.

Em 2021, a fintech recebeu três aportes, dois da Redpoint eVentures, em conjunto com a Darwin Startups, e outro da Igah Ventures, que tem unicórnios como Infracommerce e Único no portfólio, os aportes somam R$ 22,6MM.

Além disso, a relevância da fintech fez com que ela fosse selecionada pelos três principais programas de aceleração do país, BoostLAB, Darwin Startups e Scale-Up Endeavor.

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