Em meio às incertezas globais, especialmente relacionadas aos conflitos no Oriente Médio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta que a balança comercial brasileira encerrará 2026 com superávit de US$ 72,1 bilhões.
A estimativa representa uma alta de 5,9% em comparação com o resultado de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 68,1 bilhões. A projeção considera exportações de US$ 364,2 bilhões, com crescimento de 4,6%, e importações de US$ 292,1 bilhões, que devem avançar 4,2% no período.
O valor estimado está próximo do piso da faixa anteriormente projetada pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do Mdic, Herlon Brandão, apesar dos desafios no cenário internacional, os fundamentos da economia brasileira sustentam a previsão.
De acordo com ele, fatores como atividade econômica, taxa de câmbio e nível de consumo indicam um desempenho consistente ao longo do ano. Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro diante de crises, com estabilidade mesmo em momentos de maior volatilidade global.
As projeções oficiais são atualizadas trimestralmente, e uma nova revisão mais detalhada deve ser divulgada em julho. O recorde histórico da balança comercial brasileira foi registrado em 2023, com superávit de US$ 98,9 bilhões.
Resultado de março
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, abaixo das expectativas do mercado. No período, as exportações somaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 25,2 bilhões.
O desempenho das exportações foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que cresceu 36,4%, com destaque para o aumento das vendas de petróleo. Também houve avanço na indústria de transformação, com alta de 5,4%, e na agropecuária, que registrou crescimento de 1,1%.
Já as importações apresentaram crescimento em todos os segmentos, com destaque para bens de consumo, que avançaram 54,4%, e bens de capital, com alta de 26,5%.
Acumulado do ano
No primeiro trimestre de 2026, o Brasil acumula superávit de US$ 14,1 bilhões, superior aos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Segundo o Mdic, variáveis como o nível de atividade econômica, o câmbio e os preços internacionais seguem influenciando diretamente o desempenho da balança comercial, podendo levar a revisões nas projeções ao longo do ano.
Com informação agência Brasil.




















