O mercado global de embedded finance foi avaliado em US$ 108,5 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 1,2 trilhão até 2033, segundo relatório da IMARC Group. O modelo permite integrar serviços financeiros — como pagamentos, crédito, contas digitais e repasses — diretamente nas plataformas em que os usuários já realizam suas transações, tornando a experiência mais rápida, segura e intuitiva. Com isso, empresas de diferentes segmentos passam a ganhar eficiência operacional, criar novas fontes de receita e fortalecer a fidelização de clientes.
“O embedded finance coloca o serviço financeiro no momento certo e no lugar certo. Quando a experiência é fluida, a empresa ganha competitividade, melhora a margem e ainda cria novas oportunidades de monetização. Essa é a razão pela qual o tema deixou de ser tendência e passou a ser prioridade estratégica nas corporações”, afirma Victor Papi, General Manager da Transfeera, empresa da PayRetailers, instituição de pagamentos voltada ao mercado corporativo.
Diante desse cenário, Papi destaca cinco setores que tendem a se beneficiar de forma mais intensa com a adoção das finanças embutidas nos próximos anos.
No varejo, a integração de pagamentos, crédito e opções de parcelamento diretamente no checkout, seja físico ou digital, reduz o abandono de carrinho, acelera a conversão e melhora a experiência do consumidor. A criação de soluções próprias, como carteiras digitais ou programas de cashback, também contribui para aumentar a recorrência e o vínculo com a marca.
Na educação, instituições de ensino podem automatizar cobranças recorrentes, diminuindo a inadimplência, além de oferecer financiamento estudantil dentro do próprio ambiente digital. O modelo traz maior previsibilidade financeira para as escolas e amplia o acesso ao ensino para os alunos.
Já no setor de saúde, pagamentos integrados e reembolsos automatizados simplificam processos para pacientes e clínicas. A possibilidade de financiar tratamentos também amplia o acesso a procedimentos de maior valor, ao mesmo tempo em que melhora o controle do fluxo de caixa e reduz a complexidade administrativa.
Em logística e mobilidade, os repasses financeiros integrados permitem remunerar motoristas e entregadores quase em tempo real, reduzindo burocracias e aumentando a transparência da operação. O resultado é uma gestão mais ágil e uma relação mais atrativa com os parceiros da cadeia.
Por fim, nos programas de fidelidade e serviços recorrentes, empresas que operam com assinaturas, pontos ou carteiras digitais podem criar wallets próprias com carregamento automático. Isso estimula o engajamento, garante receita previsível e fortalece o relacionamento com o cliente ao longo do tempo.
“As finanças embutidas democratizam o acesso a serviços financeiros e aumentam a eficiência das empresas, inclusive das PMEs. Com a evolução da infraestrutura e do modelo Banking as a Service, qualquer negócio pode operar como uma fintech, de forma segura, escalável e regulamentada”, conclui Victor Papi.




















