O Brasil alcançou um recorde histórico na cobertura previdenciária, com 66,8% da população ocupada contribuindo para algum regime de previdência social no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Isso representa cerca de 68,196 milhões de trabalhadores, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse é o maior percentual desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. A pesquisa considera pessoas de 14 anos ou mais inseridas no mercado de trabalho.
Ao contribuir para a previdência, os trabalhadores garantem acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.
Apesar do percentual recorde, o número absoluto de contribuintes já foi maior no quarto trimestre de 2025, quando atingiu 68,496 milhões. Naquele período, eles representavam 66,5% da população ocupada.
O levantamento inclui empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e profissionais por conta própria que contribuem para regimes oficiais, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de sistemas estaduais e municipais.
Mercado formal impulsiona alta
Os dados mostram que o total de contribuintes supera o número de trabalhadores formais, estimado em 63,8 milhões. Isso ocorre porque trabalhadores informais também podem contribuir individualmente para a previdência.
Segundo o economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o avanço está diretamente ligado ao fortalecimento do emprego formal.
De acordo com o IBGE, o número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,2 milhões no período, mantendo estabilidade em relação aos trimestres anteriores e ao mesmo período de 2025.
Além disso, a renda média do trabalhador também atingiu um recorde, chegando a R$ 3.679 — valor real, já descontada a inflação. O montante representa alta de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação anual.
Perspectivas
Para especialistas, o aumento da formalização e da contribuição previdenciária é positivo para o equilíbrio do sistema no médio e longo prazo, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira.
A tendência, segundo analistas, é de manutenção desse crescimento, caso a economia continue em expansão e o mercado de trabalho siga gerando vagas formais.
Com informação Agência Brasil.




















