O presidente Donald Trump avalia se os Estados Unidos devem participar da resposta militar da Arábia Saudita contra os houthis, no Iêmen, após um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, segundo informações citadas pela CNBC.
Autoridades sauditas afirmaram que o ataque de sábado deixou 12 mortos e 309 feridos. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atribuiu a ofensiva ao movimento houthi, apoiado pelo Irã.
Uma eventual participação americana acrescentaria uma frente de atuação militar no Oriente Médio, onde os Estados Unidos já mantêm recursos mobilizados no conflito envolvendo o Irã. Não havia confirmação de uma decisão final de Washington nas reportagens citadas.
Ataques interrompem operações aeroportuárias
Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita, quatro cidadãos sauditas e oito residentes estrangeiros morreram no ataque de sábado. Entre as vítimas estava um americano.
A ofensiva também provocou danos materiais e a suspensão temporária das operações do aeroporto.
No domingo, outro projétil atingiu o terminal, matando um residente paquistanês e ferindo 11 pessoas, de acordo com autoridades sauditas. Os ataques sucessivos provocaram interrupções de voos e ampliaram as preocupações com a segurança da aviação comercial.
A Embaixada dos Estados Unidos orientou cidadãos americanos a evitar o aeroporto e seus arredores. Outras representações diplomáticas estrangeiras emitiram recomendações semelhantes.
Arábia Saudita anuncia resposta militar
A coalizão saudita prometeu responder aos ataques, enquanto forças do país mantêm operações contra territórios controlados pelos houthis no Iêmen.
A escalada ocorre após a retomada dos combates com o rompimento de um cessar-fogo anterior, ampliando as ameaças à infraestrutura civil saudita e a instalações de transporte.
Trump indicou publicamente que Washington está analisando uma possível participação em ações militares contra os houthis. A extensão dessa atuação, caso seja autorizada, ainda não foi definida nas informações citadas.
Escalada amplia riscos econômicos e de segurança
Os efeitos dos ataques podem ultrapassar o confronto militar. A Arábia Saudita é um dos principais produtores mundiais de petróleo e um importante centro de transportes e investimentos.
Interrupções em aeroportos, instalações energéticas e rotas marítimas podem afetar viagens internacionais, operações comerciais e a confiança de investidores.
A deterioração da segurança também ocorre enquanto o país busca diversificar sua economia, ampliar o turismo e atrair capital estrangeiro para setores além do petróleo. Ataques recorrentes à infraestrutura civil podem dificultar esses objetivos ao elevar a percepção de risco entre companhias aéreas, empresas e visitantes.
Para os Estados Unidos, uma participação na resposta saudita representaria um compromisso adicional em um cenário regional já complexo.
Os próximos desdobramentos dependerão da reação da Arábia Saudita, das condições de segurança da infraestrutura civil e da decisão de Washington sobre uma eventual ampliação de sua presença militar.





















