A inteligência artificial (IA) vem sendo incorporada à rotina de escritórios de advocacia, empresas e profissionais do Direito. A Tecnologia pode contribuir para a automação de tarefas, o aumento da produtividade e a redução de custos, mas também apresenta desafios relacionados à segurança, proteção de dados, governança e supervisão humana.
O tema foi discutido pelo executivo Victor Rizzo, CEO da INOV.AI, durante participação no podcast Geração Legal Tech. Segundo ele, a rápida evolução das ferramentas de inteligência artificial dificulta previsões sobre os próximos avanços e seus impactos no mercado jurídico.
A incorporação da tecnologia já alcança diferentes atividades da advocacia. Entre as possibilidades estão a automação de processos e a integração de ferramentas utilizadas pelas equipes.
Integração de serviços
Para Rizzo, uma das próximas etapas do desenvolvimento da IA no setor jurídico será a integração de diferentes soluções em processos mais completos.
Nesse cenário, o profissional do Direito poderá assumir funções mais estratégicas, como a definição dos processos que serão realizados pelas ferramentas e o acompanhamento dos resultados produzidos pela tecnologia.
A expectativa apresentada pelo especialista é de que sistemas integrados, com participação humana na concepção e supervisão das atividades, possam se tornar tecnicamente viáveis nos próximos anos.
Supervisão continua necessária
Apesar dos avanços, o uso da inteligência artificial no Direito exige mecanismos de controle. A precisão das informações produzidas pelos sistemas, a proteção de dados e a governança estão entre os principais pontos de atenção.
A supervisão humana também permanece necessária para avaliar resultados e tomar decisões em situações que envolvam questões jurídicas relevantes. Dessa forma, a adoção da tecnologia tende a exigir não apenas novos recursos digitais, mas também mudanças na organização do trabalho e nas responsabilidades dos profissionais.






















