A partir de outubro, entram em vigor novas regras para a doação de sangue no Brasil. Entre as mudanças está a redução do período de espera para pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou determinados procedimentos estéticos.
De acordo com o Ministério da Saúde, nesses casos, a doação poderá ser realizada sete dias após o procedimento, desde que ele tenha sido feito em estabelecimento que cumpra as normas de segurança. Quando não for possível avaliar as condições de segurança do local, o prazo de espera será de quatro meses.
Para pessoas que possuem piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser realizada quatro meses após a retirada do acessório.
Também haverá redução no período de impedimento para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Nesses casos, o prazo cairá de seis para quatro meses.
As mudanças foram estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. Segundo o Ministério da Saúde, a atualização busca adequar os critérios de doação aos avanços laboratoriais e ao cenário epidemiológico, mantendo a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue.
Novos critérios para pessoas expostas à malária
Uma das mudanças está relacionada à identificação da malária nas bolsas e amostras de sangue. O Ministério da Saúde cita a utilização do NAT Plus, exame desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz capaz de detectar HIV, hepatites B e C e o parasita causador da malária.
Com a inclusão da triagem para malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou tiveram exposição a regiões de mata, bosque ou floresta poderão, em determinadas situações, doar sangue após 30 dias, em vez de precisar aguardar até um ano.
Sangue terá rastreabilidade ampliada
As bolsas e amostras de sangue passarão a ser identificadas de acordo com o padrão internacional ISBT 128. O sistema permite acompanhar o material desde a coleta até a transfusão e o eventual envio do plasma para a produção de medicamentos.
A medida busca reduzir riscos relacionados à identificação das amostras e ampliar o controle sobre todas as etapas do processo.
Outra alteração envolve os concentrados de plaquetas, cuja validade será ampliada de cinco para até sete dias. A mudança poderá aumentar a disponibilidade desse componente para pacientes que necessitam de transfusões frequentes, incluindo pessoas com câncer e doenças hematológicas.
Doadores com mais de 70 anos
As novas regras também modificam o limite de idade para doação. Doadores regulares poderão continuar contribuindo após completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem os intervalos estabelecidos para a faixa etária e sejam considerados aptos na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia.
Atualmente, 70 anos é o limite para a doação.
Quem pode doar sangue?
Entre os critérios gerais estão:
- Ter pelo menos 18 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos podem doar mediante consentimento formal do responsável legal;
- Apresentar documento de identificação com foto, inclusive documentos digitais aceitos pelo serviço;
- Pesar no mínimo 50 quilos;
- Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;
- Estar alimentado;
- Evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores à doação;
- Após o almoço, aguardar duas horas antes da coleta.
O interessado deve procurar o hemocentro mais próximo e verificar os horários de atendimento. Antes da coleta, todos os candidatos passam por uma triagem clínica, que avalia individualmente se estão aptos a doar.
Fonte:Agência Brasil.






















