A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 341 milhões, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado e que reverte o prejuízo registrado no trimestre anterior.
O EBITDA ajustado da companhia somou R$ 466 milhões entre janeiro e março, avanço de 8% na comparação anual e crescimento de 81% frente ao quarto trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada atingiu 20%, dois pontos percentuais acima do observado no 1T25.
Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização internacional do alumínio, evolução do mix de produtos vendidos e contribuição positiva do segmento de energia.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,3 bilhões no período, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já a alavancagem financeira recuou para 2,71 vezes dívida líquida sobre EBITDA, ante 2,97 vezes no fim do ano passado.
O cenário internacional favoreceu o setor no trimestre. O preço médio do alumínio na London Metal Exchange atingiu US$ 3.199 por tonelada, alta de 22% em relação ao mesmo período de 2025. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, baixos estoques globais e restrições de oferta contribuíram para elevar os preços da commodity ao maior patamar em quatro anos.
No mercado doméstico, a companhia manteve estabilidade no volume total de vendas, que somou 122 mil toneladas. O segmento de alumínio primário apresentou crescimento de 5%, alcançando 64 mil toneladas, impulsionado por produtos de maior valor agregado, como vergalhões e ligas especiais.
A divisão de produtos transformados também avançou, com vendas de 34 mil toneladas e crescimento em relação aos trimestres anteriores. Já o segmento de reciclagem registrou retração de 8%, refletindo o impacto da valorização do alumínio e o ambiente ainda cauteloso de consumo e crédito no país.
Na área de energia, a receita líquida alcançou R$ 144 milhões, crescimento de 55% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo aumento do volume disponível para comercialização e pela alta dos preços praticados no mercado.
A companhia também destacou avanços na agenda ambiental. A CBA informou ter mantido uma das menores taxas de emissão de carbono do setor global de alumínio, alcançando 2,56 toneladas de CO2 equivalente por tonelada de alumínio fundido — cerca de quatro vezes abaixo da média da indústria mundial.
A empresa permaneceu ainda pelo segundo ano consecutivo no S&P Global Sustainability Yearbook e segue como a única produtora mundial de alumínio primário presente na lista A do CDP.





















