Em um cenário de combustíveis cada vez mais caros no Brasil, soluções que ajudam a reduzir o consumo no dia a dia ganham destaque entre os motoristas. Um levantamento da ConectCar indica que o uso de tags automáticas em pedágios e estacionamentos permitiu economizar cerca de 38 milhões de litros de combustível ao longo de 2025.
O volume poupado seria suficiente para abastecer mais de 770 mil veículos com tanque médio de 50 litros, evidenciando o impacto direto da tecnologia no orçamento dos condutores.
Além da economia financeira, o uso das tags também contribuiu para a redução de aproximadamente 88,6 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera. Esse volume equivale ao plantio de mais de 600 mil árvores ao longo de uma década, considerando parâmetros médios de compensação ambiental.
Segundo o levantamento, o principal fator por trás dessa economia está na eliminação de paradas em filas de pedágio e acessos a estacionamentos. Ao evitar o chamado ciclo de “anda e para”, os veículos mantêm um funcionamento mais eficiente, reduzindo o desperdício de combustível e o desgaste mecânico.
Esse tipo de condução mais estável é especialmente relevante para motores a combustão, que apresentam maior consumo em situações de aceleração e frenagem constantes.
De acordo com Daniel Frankestein, diretor da empresa, pequenas mudanças no fluxo de deslocamento podem gerar impactos significativos quando analisadas em larga escala. “Quando eliminamos pontos de parada ao longo do percurso, o veículo mantém um padrão de funcionamento mais eficiente. Esse ganho individual, multiplicado por milhares de motoristas, resulta em economia relevante e menor emissão de poluentes”, afirma.
O uso de tecnologias de pagamento automático faz parte de uma transformação mais ampla na Mobilidade urbana, marcada pela digitalização e pela busca por trajetos mais fluidos. Nesse contexto, as tags se consolidam como uma ferramenta prática que alia conveniência, economia e sustentabilidade.





















