Uma pesquisa da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), realizada em janeiro de 2026, revela um dado emblemático: 40% dos brasileiros têm interesse em emigrar. O número traduz um sentimento cada vez mais presente no país, a percepção de que, fora do Brasil, o esforço profissional pode ser melhor recompensado, aliado a mais segurança, estabilidade econômica e qualidade de vida. Nesse cenário, destinos tradicionais como os Estados Unidos seguem no radar, porém, diante das barreiras impostas pelo novo presidente, a Europa vem ganhando força, especialmente a Espanha.
A Espanha se posiciona de forma estratégica e diferenciada no cenário global ao adotar uma postura mais aberta à imigração qualificada, sobretudo para profissionais remotos. O país se tornou referência ao implementar o visto de Nômade Digital, inserido na chamada Lei das Startups, acompanhando uma transformação profunda no mercado de trabalho mundial.
O nomadismo digital deixou de ser um fenômeno pontual para se tornar uma força econômica estruturada. Estimativas internacionais indicam que o mundo já ultrapassou a marca de 50 milhões de nômades digitais, segundo levantamentos da MBO Partners, organização norte-americana especializada em força de trabalho independente. O número é impulsionado pela consolidação do trabalho remoto e pela flexibilização das relações profissionais.
De acordo com a MBO Partners, o contingente de profissionais que trabalham à distância enquanto vivem fora de seus países de origem cresce ano após ano, motivado por mobilidade, autonomia e melhor equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
Esse movimento levou mais de 70 países a criarem vistos específicos ou autorizações especiais para atrair esses profissionais, que geram consumo local, inovação e arrecadação sem pressionar o mercado de trabalho tradicional. Nesse contexto, a Espanha desponta como um dos destinos mais competitivos da Europa.
“A Espanha entendeu que o trabalho mudou e que atrair profissionais remotos é uma forma inteligente de fortalecer a economia, fomentar inovação e gerar consumo local”, explica Camila Bruckschen, diretora da CB Asesoría.
O visto espanhol permite que profissionais estrangeiros que atuam remotamente para empresas fora do país, ou que tenham clientes majoritariamente internacionais, residam legalmente na Espanha por até três anos, com possibilidade de renovação. O modelo oferece ainda vantagens fiscais, possibilidade de inclusão de familiares e um caminho estruturado para a residência de longo prazo.
“Muitos brasileiros não percebem que essa autorização pode ser o primeiro passo para uma residência duradoura e, em alguns casos, até para a nacionalidade espanhola”, destaca Camila Bruckschen.
Dados da Statista mostram que a maioria dos nômades digitais tem entre 30 e 40 anos, renda estável e atua em áreas como Tecnologia, marketing, design, consultoria e educação digital. Ao contrário da imagem de deslocamento constante, cresce o chamado slowmadism, em que o profissional permanece meses ou anos na mesma cidade, criando vínculos sociais e econômicos.
“Hoje, o nômade digital aluga imóveis, consome serviços, matricula filhos em escolas e participa ativamente da vida local. Ele deixa de ser passageiro e passa a integrar a sociedade”, reforça Camila Bruckschen, diretora-geral da CB Asesoría.
Cidades como Barcelona, Madrid, Valência e Málaga se consolidaram como polos de residência para esse público, ao combinar infraestrutura digital, qualidade de vida e custo competitivo em relação a outros centros europeus. Ainda assim, o processo para obtenção do visto de nômade digital exige atenção técnica. Comprovação de renda, vínculo profissional com empresas estrangeiras, histórico fiscal e organização documental são fatores decisivos.
“Apesar de ser um visto moderno, ele é altamente técnico. Erros na documentação ou na estratégia migratória podem atrasar ou inviabilizar o pedido”, alerta a diretora da CB Asesoría.
Diante de um cenário global cada vez mais dinâmico, contar com apoio especializado tornou-se essencial. A CB Asesoría atua justamente nesse ponto, auxiliando o candidato a identificar as possibilidades de acordo com seu perfil, organizar todo o processo legal e oferecer suporte na adaptação ao novo país.
À medida que o mundo se adapta ao trabalho sem fronteiras, a imigração deixa de ser apenas um sonho distante e passa a ser um projeto de vida estruturado. “Estamos vivendo uma mudança definitiva. Hoje, são os países que competem pelos profissionais, e não o contrário. Quem entende esse movimento agora sai na frente”, conclui Camila Bruckschen.




















