A presença feminina no empreendedorismo brasileiro segue em expansão, e o varejo de proximidade tem se consolidado como um dos principais motores desse avanço. Levantamento do InHouse Market, rede de mercados independentes 24h, mostra que mais de 40% dos licenciados da empresa são mulheres. Atualmente, a rede soma mais de 1.800 lojas inauguradas em 323 cidades do país.
O dado acompanha uma tendência nacional. Segundo o Relatório Técnico de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, em 2024 as mulheres já representavam 34% dos empreendedores no Brasil, com crescimento expressivo em setores como Tecnologia, serviços e comércio digital. Já o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2024 aponta o país entre os que têm maiores taxas de empreendedorismo feminino no mundo, impulsionadas principalmente pela busca por autonomia financeira e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
No varejo de proximidade, esse perfil se mostra ainda mais evidente. De acordo com o InHouse Market, a maior parte das mulheres licenciadas está concentrada na região Sudeste, tem entre 35 e 44 anos, é mãe e vê no licenciamento de mercados autônomos uma oportunidade de renda principal ou complementar, aliada à flexibilidade de gestão e à possibilidade de acompanhar mais de perto a rotina familiar.
“Os mercados autônomos se tornaram uma porta de entrada muito concreta para o empreendedorismo feminino. É um modelo com barreiras reduzidas, que permite começar com mais segurança e oferece flexibilidade real de gestão”, afirma Leonardo de Ana, engenheiro de computação formado pela Unicamp e cofundador do InHouse Market. “Isso faz diferença especialmente para mulheres que precisam equilibrar carreira, maternidade e geração de renda.”
Um exemplo desse movimento é o de Elisangela da Silva Simões, 46 anos, licenciada da rede em Aparecida de Goiânia (GO). Mãe e empreendedora, ela conheceu o modelo de mercados independentes pelas redes sociais no período em que teve seu filho e decidiu não retornar ao mercado de trabalho tradicional.
Atualmente, Elisangela administra três minimercados autônomos, conciliando a rotina familiar com a operação do negócio, que gera uma receita bruta média mensal de R$ 50 mil e registra cerca de 5.500 produtos vendidos por mês.
Para Leonardo, histórias como a dela se repetem em diferentes regiões do país. “As mulheres costumam ter uma visão muito estratégica da operação, com atenção ao mix de produtos, à organização financeira e ao relacionamento com os moradores. Isso impacta diretamente o desempenho das lojas”, avalia.
Além da flexibilidade operacional, o levantamento indica que, para muitas mulheres, o modelo de mercados independentes representa o primeiro negócio próprio. Essa experiência inicial funciona como porta de entrada para o empreendedorismo, com parte das licenciadas avançando posteriormente para a abertura de novas unidades. Segundo o InHouse Market, esse movimento consolida o varejo de proximidade como um dos principais vetores de expansão do empreendedorismo feminino no Brasil.






















