Nos últimos meses, a inteligência artificial (IA) tornou-se um dos principais temas nas conversas entre empresários e executivos. A expectativa é que a Tecnologia ajude a reduzir custos, aumentar a produtividade e transformar processos operacionais. Porém, a realidade mostra que muitas organizações ainda funcionam com sistemas antigos, fluxos manuais e estruturas pouco preparadas para a adoção de novas ferramentas.
Adoção em escala ainda é limitada
Pesquisas recentes indicam que apenas uma pequena parcela das empresas utiliza IA generativa em larga escala. Levantamento da McKinsey aponta que cerca de 11% das organizações globais já aplicam a tecnologia de forma estruturada, enquanto menos de 6% conseguiram escalar o uso em áreas operacionais. Outro estudo, realizado pela Revista TIC Empresas 2024, reforça que somente 11% das empresas adotaram IA no Brasil.
Entre os principais obstáculos estão a fragmentação de dados em planilhas, dependência de e-mails e processos manuais, além da percepção de que tecnologia representa custo e não estratégia.
Big techs avançam mais rápido
Enquanto isso, grandes empresas de tecnologia seguem em ritmo acelerado. Na WWDC 2025, a Apple anunciou a integração do Apple Intelligence aos seus dispositivos, incluindo iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e Vision Pro, com recursos como tradução em tempo real e modelos de linguagem que operam diretamente nos aparelhos. Esses avanços tendem a chegar rapidamente ao cotidiano dos usuários, incluindo trabalhadores de diversas áreas.
No varejo digital, a distância também é visível
No e-commerce, a diferença entre discurso e prática também se evidencia. Plataformas avançam em personalização com IA, enquanto muitos varejistas ainda enfrentam dificuldades para unificar dados de estoque, pedidos e clientes. A falta de integração e automação limita a capacidade de prever comportamentos de compra, otimizar preços e melhorar a experiência do consumidor.
Preparação estrutural é determinante
Especialistas avaliam que a adoção efetiva da inteligência artificial depende, antes de tudo, da modernização de processos internos. Isso inclui integração de sistemas, organização de dados, automação e revisão de fluxos operacionais. Sem essa base, a tecnologia tende a permanecer restrita a iniciativas pontuais, sem ganho estratégico para os negócios.
A inteligência artificial já faz parte da realidade corporativa global. No entanto, somente empresas que estruturarem seus processos e dados de forma consistente conseguirão aproveitar plenamente o seu potencial.






















