O setor de hospedagem do estado de São Paulo deve faturar R$ 340 milhões entre o Natal e o Ano Novo de 2025, segundo estimativa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp). O valor representa um crescimento de 5% em relação a 2024, quando o faturamento foi de R$ 323 milhões.
A projeção foi elaborada pela Diretoria de Jogos e Hospitalidade da entidade, coordenada por Bruno Omori, e acompanha a tendência de aumento da taxa de ocupação na rede hoteleira paulista. A expectativa é de que o aquecimento observado nas últimas semanas de dezembro se estenda para janeiro de 2026, período de férias escolares e alta temporada.
Segundo a Fhoresp, que representa mais de 500 mil estabelecimentos e 20 sindicatos patronais no estado, o desempenho confirma a relevância do turismo para a economia paulista. Para o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, os resultados também refletem o impacto do setor na geração de empregos.
“A hospedagem integra uma cadeia ampla de serviços e comércio locais. Quando o setor registra bom desempenho, há abertura de novas vagas e estímulo ao desenvolvimento econômico e social”, afirmou.
Taxa de ocupação no Natal e no Ano Novo
Para o período do Natal de 2025, considerando média de quatro dias de hospedagem, a Fhoresp projeta taxa de ocupação de 35%, acima dos 32% registrados em 2024.
Nas cidades do interior voltadas ao lazer e turismo de aventura, o índice estimado é de 72%, ante 67% no ano passado. Já o litoral deve manter 65% de ocupação, repetindo o resultado de 2024.
No Réveillon, a procura é ainda maior. A capital paulista deve alcançar 55% de ocupação, frente aos 51% de 2024, impulsionada por eventos tradicionais como a Corrida de São Silvestre e o Réveillon da Avenida Paulista.
Nas cidades do interior, a taxa projetada passa de 84% em 2024 para 88% em 2025. No litoral, a estimativa é de 96,5%, acima dos 92% registrados no ano anterior.
Crescimento após a pandemia
Para Edson Pinto, o turismo paulista vive um dos melhores momentos desde a pandemia de Covid-19, período em que o setor sofreu forte retração devido às restrições sanitárias.
Segundo ele, a mudança de hábitos após a crise sanitária contribuiu para a retomada:
“Após a pandemia, muitas pessoas passaram a priorizar viagens. O Brasil e o estado de São Paulo vêm se consolidando como polos de turismo e investimentos”, avaliou.





















