A incorporação de inteligência artificial diretamente ao núcleo dos sistemas SAP deve impulsionar uma nova fase de produtividade nas empresas brasileiras a partir de 2026. Estudos realizados pela SAP em parceria com a Oxford Economics indicam que organizações no país já obtêm retorno médio de 16% em projetos que utilizam IA aplicada a processos corporativos, percentual que pode chegar a 31% no curto prazo. O cenário posiciona o Brasil entre os mercados mais avançados na adoção de automação inteligente e decisões orientadas por dados.
Pressão por eficiência acelera investimentos em automação
Esse avanço ocorre em meio a um ambiente de custos elevados, maior pressão por eficiência e necessidade crescente de previsibilidade operacional, especialmente em setores como varejo, indústria, serviços financeiros e logística. Segundo a pesquisa, empresas brasileiras investem, em média, US$ 14,2 milhões por ano em soluções de inteligência artificial, e cerca de 23% das tarefas empresariais já contam com algum nível de automação inteligente. A expectativa é que esse índice alcance 40% até 2027.
Expansão da IA nativa no S/4HANA e na BTP
A ampliação do uso da IA acompanha a evolução da oferta tecnológica. A SAP tem integrado recursos generativos e agentes autônomos a plataformas como o S/4HANA e a Business Technology Platform (BTP), com aplicações voltadas a áreas como compras, finanças, recursos humanos e cadeia de suprimentos. A estratégia busca incorporar a automação de forma nativa aos sistemas de gestão, reduzindo dependências externas e ampliando o controle sobre dados e processos.
Mercado deixa fase experimental e busca impacto econômico
Especialistas avaliam que o mercado brasileiro deixou para trás a fase experimental da inteligência artificial. A adoção passou a ser orientada por impacto econômico mensurável e ganhos de produtividade. Nesse contexto, cresce o interesse por soluções que integrem IA diretamente ao ERP, o que tende a reduzir riscos regulatórios, melhorar a governança corporativa e aumentar a confiabilidade das informações.
Segunda onda da transformação digital ganha força
Analistas classificam esse movimento como uma “segunda onda” da transformação digital, comparável à migração para a computação em nuvem ocorrida na última década. A diferença, agora, está no foco em automação avançada e modelos generativos capazes de acelerar decisões e reduzir atividades intensivas em mão de obra. Conciliações financeiras, gestão de documentos fiscais, análise de demanda e processos de supply chain estão entre as áreas mais impactadas.
IA integrada ao ERP tende a se tornar requisito básico
Com promessas de retorno financeiro em prazos inferiores a dois anos em muitos casos, projetos de IA integrada ao SAP vêm ganhando prioridade na agenda de executivos. Especialistas ressaltam, porém, que a adoção dessas tecnologias exige revisão de fluxos operacionais, qualidade dos dados e alinhamento com os objetivos estratégicos do negócio.
A expectativa é que, nos próximos anos, a combinação entre ERP inteligente e inteligência artificial deixe de ser um diferencial competitivo e passe a ser um requisito básico para a Sustentabilidade operacional das empresas. Em um ambiente econômico mais exigente, eficiência, automação e decisões baseadas em dados devem se consolidar como pilares centrais da competitividade no mercado brasileiro.





















