A XP Inc. encerrou o quarto trimestre de 2025 com receita bruta de R$ 5,3 bilhões, crescimento de 12% na comparação anual. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,33 bilhão no período, avanço de 10% em relação ao 4T24, com margem líquida ajustada de 26,9%.
O EBT ajustado somou R$ 1,55 bilhão, alta de 20% na mesma base de comparação, com margem EBT de 31,3%, refletindo ganhos de eficiência operacional e disciplina na alocação de capital. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 23,9%, aumento de 94 pontos-base na comparação anual.
No acumulado de 2025, a companhia registrou receita bruta de R$ 19,5 bilhões, crescimento de 8% frente a 2024. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 5,2 bilhões, avanço de 15%, enquanto o EBT ajustado chegou a R$ 5,5 bilhões, alta de 10% na comparação anual.
Ativos de clientes crescem 22% no ano
Os ativos totais de clientes (AuC, AuM e AuA) alcançaram R$ 2,08 trilhões no trimestre, crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Desse total, R$ 1,5 trilhão correspondem a ativos sob custódia (AUC), marca atingida em janeiro de 2026.
O desempenho foi impulsionado por R$ 20 bilhões de captação líquida no varejo e pela diversificação do portfólio, apoiada em ferramentas proprietárias de Planejamento Financeiro, Wealth Planning e Expert Allocation. Segundo a companhia, o modelo agnóstico de atendimento — que permite ao cliente escolher a forma de remuneração do assessor — tem contribuído para elevar a qualidade das carteiras e recompor margens.
“Encerramos 2025 com resultados recordes que refletem a execução consistente da nossa estratégia e reforçam o compromisso da XP de colocar o poder de escolha nas mãos do cliente”, afirmou Thiago Maffra, CEO da empresa.
Varejo avança e novas verticais ganham relevância
No segmento de varejo, a receita foi de R$ 3,86 bilhões no trimestre, alta de 8% na comparação anual, com destaque para fundos, renda fixa e novas verticais como seguros, cartões, previdência, contas digitais e investimentos globais.
O volume transacionado em cartões somou R$ 14,6 bilhões no 4T25, crescimento de 11%. Já os prêmios de seguros de vida alcançaram R$ 502 milhões, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2024. Os ativos de previdência chegaram a R$ 95 bilhões, avanço de 17% na comparação anual.
Banco de Atacado lidera crescimento
O Banco de Atacado foi o principal destaque do trimestre, com receita de R$ 895 milhões, crescimento de 49% na comparação anual, impulsionado pelo forte desempenho em DCM (Debt Capital Markets). A companhia manteve posições de liderança em volumes negociados no mercado brasileiro, fortalecendo o ecossistema de Global Markets e corretora institucional.
Segundo Victor Mansur, CFO da XP Inc., a expansão da margem EBT reflete ganhos de eficiência operacional e diversificação das fontes de receita. “Mantemos uma estrutura de capital robusta para sustentar crescimento com rentabilidade”, afirmou.






















