O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar tensões diplomáticas ao ameaçar anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e ao sugerir uma possível ação militar contra a Colômbia, governada por Gustavo Petro. As declarações foram feitas no domingo (4) e geraram reações imediatas de governos europeus e latino-americanos.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que os Estados Unidos não têm qualquer direito de anexar territórios pertencentes ao Reino da Dinamarca. Em nota e declarações públicas, ela classificou a ameaça como sem sentido e lembrou que o país integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos próprios EUA.
Frederiksen destacou ainda que já existe um acordo de defesa entre Dinamarca e Estados Unidos que garante amplo acesso norte-americano à Groenlândia, além de investimentos dinamarqueses em segurança na região do Ártico. A premiê apelou para que Washington interrompa as ameaças contra um aliado histórico e reiterou que a Groenlândia não está à venda.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também reagiu, classificando as declarações como inaceitáveis e desrespeitosas. Segundo ele, o território não pode ser tratado como objeto de retórica de uma superpotência.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que os Estados Unidos “precisam” da Groenlândia por razões de segurança nacional, citando a presença de navios russos e chineses na região. As declarações reforçam uma posição já manifestada desde o início de seu mandato, em janeiro de 2025.
As ameaças foram rejeitadas por outros líderes europeus, incluindo chefes de governo da Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que apenas a Dinamarca e a Groenlândia têm legitimidade para decidir o futuro do território, ressaltando a importância da soberania e das alianças no âmbito da Otan.
Tensões com a Colômbia
Além da Groenlândia, Trump também sugeriu uma possível ação militar contra a Colômbia, ao afirmar que o país estaria “muito doente” e acusar o presidente Gustavo Petro de envolvimento com o narcotráfico. Segundo Trump, uma ação militar contra o governo colombiano “parece boa”.
Petro rejeitou as acusações e afirmou que não é ilegítimo nem traficante de drogas. O presidente colombiano destacou que seus bens e extratos bancários são públicos e declarou confiança na população do país. Ele também afirmou ter orientado as forças de segurança a não agir contra o povo, mas a defender o território diante de eventuais invasões.
As declarações de Trump ampliam o clima de tensão nas relações dos Estados Unidos com aliados europeus e países da América Latina, reacendendo debates sobre soberania, segurança internacional e o papel de Washington no cenário global.
Com informação agência Brasil.

















