Não é de hoje que empresários e executivos recorrem à aviação executiva para ganhar agilidade na rotina de compromissos. Nos últimos anos, porém, um modelo específico tem avançado de forma consistente: o compartilhamento de aeronaves.
Na prática, em vez de comprar um avião ou helicóptero inteiro, o cliente adquire uma ou mais cotas de uma aeronave, com direito a voar um número determinado de horas por ano. O formato permite acesso à aviação executiva de forma mais racional do ponto de vista financeiro e operacional.
Além de exigir um investimento inicial significativamente maior, a compra de uma aeronave própria costuma resultar em subutilização do ativo. “A maioria das pessoas que têm aeronave precisa de menos horas do que a capacidade total de voo dos aviões e helicópteros. Na prática, as máquinas passam mais tempo paradas no hangar do que voando, o que torna a equação financeira pouco eficiente”, explica Rogério Andrade, CEO da Avantto, empresa apontada como líder no segmento de compartilhamento de aeronaves executivas na América Latina.
Outro diferencial do modelo é a ausência de preocupações com a gestão do bem. Toda a administração fica sob responsabilidade da Avantto. “O resultado é a redução do capital imobilizado, maior previsibilidade financeira e um uso mais alinhado à demanda real de cada cliente”, afirma Andrade.
Na empresa, uma cota de 5% de um helicóptero Esquilo B4 custa, em média, R$ 850 mil e dá direito a 60 horas de voo por ano. Caso a demanda seja maior, é possível adquirir cotas adicionais. Independentemente da quantidade de participações, o cliente tem sempre uma aeronave disponível, desde que informe a intenção de voar com antecedência.
A seguir, quatro motivos que mostram por que o compartilhamento pode ser mais vantajoso do que a compra de uma aeronave própria:
- Disponibilidade
Quem possui uma aeronave própria não consegue mantê-la disponível 365 dias por ano. Manutenções programadas, imprevistos técnicos ou até a indisponibilidade do piloto, por férias ou questões de saúde, podem deixar o ativo parado justamente quando o proprietário precisa voar. No modelo de compartilhamento, como a frota é operada pela empresa, o cotista tem acesso a uma aeronave do mesmo modelo ou superior, sem custo adicional, conforme disponibilidade contratual.
- Gestão do ativo sob responsabilidade da empresa
Ser proprietário de uma aeronave implica lidar com contratação e treinamento de pilotos, manutenção, seguro, hangaragem, combustível e relacionamento com órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Aviação Civil. No compartilhamento, toda a complexidade operacional fica sob responsabilidade da operadora, e o cliente apenas solicita o voo.
- Estrutura profissional
Na operação individual, o proprietário depende quase exclusivamente da avaliação do piloto, que nem sempre conta com uma estrutura técnica adicional para decisões relacionadas à segurança e manutenção. Já no compartilhamento, a operação se assemelha à de uma companhia aérea, com equipes dedicadas às áreas de manutenção, operações, logística e segurança de voo. A Avantto possui certificação internacional IS-BAO II, considerada uma das principais referências globais em boas práticas da aviação executiva.
- Custos previsíveis
Enquanto a compra de uma aeronave envolve custos muitas vezes não programados, como manutenções repentinas, o modelo de compartilhamento oferece maior previsibilidade. Os custos são divididos entre os cotistas e a taxa mensal cobrada é fixa, o que reduz surpresas financeiras e torna o planejamento orçamentário mais eficiente.




















