O setor de beleza se consolida como um dos principais motores do empreendedorismo no Brasil. Em 2025, mais de 236 mil novas micro e pequenas empresas foram abertas no segmento, o que representa um crescimento de 18,5% em relação ao ano anterior.
Na avaliação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a expansão reflete uma mudança estrutural do mercado, que passou a integrar estética, saúde, bem-estar e Tecnologia. Esse movimento tem aberto espaço para novos modelos de negócio e para uma atuação cada vez mais profissionalizada.
Do total de empresas de beleza formalizadas em 2025, 221.585 foram registradas como Microempreendedor Individual (MEI), o equivalente a 94%. Outras 12.424 se enquadraram como microempresas, representando 5%, enquanto 1.672 foram classificadas como empresas de pequeno porte, com 1%.
A trajetória da empresária Priscila Paim, presidente de um dos Conselhos da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) do Distrito Federal, colegiado ligado à CACB, ilustra o movimento de expansão do setor. Biomédica, com especialização em tricologia, ozonioterapia e estética avançada, ela atua no ramo desde 2007 e atualmente administra seis unidades, que atendem, em média, mil clientes por mês em cada estabelecimento.
Segundo a empresária, o crescimento do mercado está diretamente relacionado à valorização do autocuidado e da autoestima, que deixaram de ser vistos apenas como consumo estético e passaram a integrar a rotina de saúde emocional do brasileiro. Para ela, o diferencial competitivo vai além das técnicas e dos produtos. “O grande diferencial não está apenas nas técnicas ou nos produtos, mas no modelo de negócio e na experiência oferecida ao cliente, com atendimento personalizado e serviços sem hora marcada, que respeitam o tempo e as necessidades de cada pessoa”, afirma.
Dados do Sebrae reforçam a dimensão do setor no país. Atualmente, o Brasil conta com 943.859 empresas ativas na atividade de cabeleireiros, manicure e pedicure, além de 377.470 empresas voltadas a atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza.
Para Priscila, empreender nesse segmento exige compreender que o talento técnico, por si só, não garante sustentabilidade. Investir em gestão, formação contínua, relacionamento com o cliente e participação em entidades representativas é, segundo ela, fundamental para transformar oportunidades em negócios sólidos. “O avanço do mercado de beleza mostra que, com organização, inovação e apoio institucional, o empreendedorismo segue como um dos principais caminhos para o desenvolvimento econômico e social do país”, conclui.



















