O Ministério da Saúde anunciou a liberação de um aporte emergencial de R$ 900 mil para intensificar as ações de combate à Chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O valor será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde para o fundo municipal.
Segundo a pasta, os recursos poderão ser utilizados em estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes que atuam diretamente no atendimento à população.
Entre as medidas em andamento, está a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), armadilhas que ajudam a interromper o ciclo de reprodução do mosquito. Ao entrar em contato com o produto, o inseto transporta o larvicida para outros criadouros.
Capacitação e reforço nas ações
Agentes municipais também passaram por capacitação técnica conduzida por especialistas em vigilância de arboviroses, com foco no uso de novas tecnologias de controle vetorial.
Outra frente importante é a busca ativa em territórios indígenas de Dourados, realizada em parceria com a Força Nacional do SUS e a Secretaria de Saúde Indígena. Até o momento, foram registrados 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Força-tarefa e ampliação do atendimento
O ministério também instalou uma sala de situação para coordenar as ações federais de combate à doença. A estrutura deve ser levada ao território para integrar esforços entre gestores e equipes técnicas.
Desde o início de março, agentes de saúde visitaram mais de 2,2 mil residências, promovendo mutirões de limpeza, eliminação de focos do mosquito e aplicação de larvicidas e inseticidas.
Além disso, foi autorizada a contratação emergencial de 20 novos agentes de combate a endemias. A expectativa é que esses profissionais comecem a atuar nas próximas semanas.
Cenário da doença no Brasil
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes. No Brasil, o vírus foi identificado em 2014 e hoje está presente em todos os estados.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores intensas nas articulações e inchaço, podendo evoluir para quadros graves que exigem internação.
De acordo com o ministério, houve aumento recente de casos na região, o que motivou o envio de equipes da Força Nacional do SUS, com 34 profissionais entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem atuando nas áreas mais afetadas.
Com informação Agência Brasil.




















