A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações desconsideram as regras legais de apuração do imposto de renda e levam a conclusões equivocadas sobre o impacto do aumento salarial na tributação da categoria.
Em nota oficial, a Receita esclarece que a reforma do Imposto de Renda tornou a tributação mais progressiva, fazendo com que mais contribuintes deixem de pagar o imposto e outros passem a recolher valores menores. A Lei 15.270/2025, sancionada no fim do ano passado, ampliou a faixa de isenção do IR para rendimentos mensais de até R$ 5 mil e reduziu o imposto devido para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
“Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita no comunicado.
Professores entre os beneficiados pela nova regra
De acordo com o Fisco, os professores estão entre as categorias diretamente beneficiadas pelas mudanças na legislação tributária. O órgão apresentou exemplos práticos para demonstrar o impacto da nova regra no salário líquido dos profissionais da educação.
Em 2025, com o piso salarial fixado em R$ 4.867,77, um professor pagava aproximadamente R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar cerca de R$ 46,78 mensais de IR.
Ganho real no salário líquido
Segundo a Receita Federal, o efeito combinado do reajuste salarial com a redução do imposto devido garante um ganho real no salário líquido dos professores. Além disso, a mudança corrige distorções históricas na tributação da renda dos profissionais da educação, reforçando o caráter progressivo do sistema tributário.
O órgão reforça que informações oficiais devem ser sempre consultadas nos canais institucionais para evitar a disseminação de boatos e interpretações incorretas sobre mudanças na legislação tributária.
Com informação agência Brasil.




















