São Paulo – 25 de fevereiro de 2026 – A NVIDIA (NASDAQ: NVDA) anunciou receita recorde de US$ 68,1 bilhões no quarto trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 25 de janeiro. O resultado representa alta de 20% em relação ao trimestre anterior e avanço de 73% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No acumulado do ano fiscal de 2026, a receita atingiu US$ 215,9 bilhões, crescimento de 65% em relação a 2025, reforçando o avanço da companhia no mercado de inteligência artificial e computação acelerada.
“A demanda por computação está crescendo exponencialmente — o ponto de inflexão da IA agêntica chegou. Grace Blackwell, com a NVLink, é a rainha da inferência hoje — oferecendo um custo por token uma ordem de magnitude menor — e Vera Rubin ampliará ainda mais essa liderança”, afirmou Jensen Huang, fundador e CEO da empresa. “A adoção de agentes pelas empresas está disparando. Nossos clientes estão investindo rapidamente em computação de IA — as fábricas que impulsionam a revolução industrial da IA e seu crescimento futuro”, completou.
Data Center impulsiona resultados
O grande destaque do trimestre foi o segmento de Data Center, que registrou receita recorde de US$ 62,3 bilhões, avanço de 22% em relação ao trimestre anterior e de 75% na comparação anual. No acumulado do ano, o segmento somou US$ 193,7 bilhões, crescimento de 68%.
Durante o período, a empresa apresentou a plataforma Vera Rubin, composta por seis novos chips voltados à inferência de IA, com promessa de redução de até dez vezes no custo por token em comparação com a plataforma Blackwell.
Entre os primeiros provedores de nuvem a adotar instâncias baseadas na nova arquitetura estão Amazon Web Services, Google Cloud, Microsoft Azure e Oracle Cloud Infrastructure.
A companhia também anunciou o processador de dados BlueField-4, voltado para infraestrutura de armazenamento nativa para IA, além de uma parceria estratégica plurianual com a Meta, envolvendo infraestrutura local, em nuvem e implantação em larga escala de CPUs, redes e GPUs das famílias Blackwell e Rubin.
Outro destaque foi a chegada da Blackwell Ultra ao mercado, com desempenho até 50 vezes superior e custo 35 vezes menor para aplicações de IA agêntica em comparação com a plataforma Hopper, segundo benchmarks do setor.
Além disso, a empresa lançou a família Nemotron 3 de modelos abertos, dados e bibliotecas voltados ao desenvolvimento de IA agente transparente e especializada.
“Vemos um amadurecimento claro da agenda de inteligência artificial, com empresas cada vez mais atentas à necessidade de infraestrutura robusta, segura e escalável. Os avanços anunciados pela NVIDIA ajudam a criar as bases para que todo o ecossistema acelere a transformação digital com mais autonomia e competitividade”, afirmou Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para a América Latina.
Visualização profissional, automotivo e robótica
O segmento de visualização profissional registrou receita de US$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, alta de 74% na comparação trimestral e de 159% na anual. No acumulado do ano, o setor atingiu US$ 3,2 bilhões, crescimento de 70%. Entre os destaques está a ampliação global do DGX Spark para modelos abertos e atualizações de desempenho.
No setor automotivo, a receita trimestral foi de US$ 604 milhões, crescimento de 2% frente ao trimestre anterior e de 6% na comparação anual. No acumulado do ano fiscal, o segmento somou US$ 2,3 bilhões, alta de 39%.
Entre os impulsionadores estão a família Alpamayo de modelos de IA para veículos autônomos e o lançamento do Cosmos e Isaac GR00T, voltados para IA física e robótica. A empresa também ampliou a parceria estratégica com a Siemens para o desenvolvimento de um sistema operacional de IA industrial.



















