Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, manifestaram-se nesta sexta-feira (9) após o anúncio da aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A decisão foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após apoio da maioria dos países do bloco europeu.
Em publicação nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico, ressaltando seu significado econômico e geopolítico. Segundo o ministro, o tratado representa a abertura de novas possibilidades de cooperação internacional em um contexto global marcado por instabilidade.
Simone Tebet também destacou os possíveis efeitos positivos do acordo para o Brasil. Em nota oficial, a ministra afirmou que a ampliação do acesso de produtos brasileiros a mercados consumidores europeus pode estimular investimentos, aumentar a concorrência e contribuir para a redução da inflação.
O acordo Mercosul-União Europeia envolve os países Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e prevê a redução imediata de tarifas para máquinas, equipamentos de transporte e outros bens industriais considerados estratégicos. Também estão previstas reduções tarifárias graduais, até a eliminação total, para diversas commodities, respeitando cotas estabelecidas.
Além disso, setores como couro, pedras de cantaria, produtos químicos, facas e lâminas estão entre os que podem ser beneficiados com a ampliação do comércio entre os blocos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a aprovação do acordo representa uma vitória do diálogo e da cooperação internacional. Segundo ele, o tratado sinaliza o fortalecimento do comércio global e foi tratado como prioridade durante o período em que o Brasil presidiu o Mercosul.
De acordo com informações da agência Reuters, ao menos 15 dos 27 países da União Europeia, que representam cerca de 65% da população do bloco, manifestaram apoio à assinatura do acordo. A confirmação formal dos votos deve ocorrer por escrito.
Caso o resultado seja ratificado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai para formalizar o acordo com os países do Mercosul. O tratado ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu para que possa entrar em vigor.
Com informação agência Brasil.






















