O Mês do Consumidor, marcado por campanhas promocionais em todo o país, aumenta o volume de compras tanto no Comércio eletrônico quanto no varejo físico. O período, no entanto, também costuma registrar crescimento nas tentativas de fraude, com golpes envolvendo falsos sites, links patrocinados irregulares, boletos adulterados e uso indevido de dados pessoais.
Com consumidores mais atentos a preços e condições de parcelamento, o ambiente de maior circulação de ofertas cria oportunidades para criminosos explorarem a urgência e os descontos agressivos. Segundo Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira e especialista em análise de crédito, o risco aumenta quando a decisão de compra é tomada de forma impulsiva.
“Golpes exploram dois fatores principais: pressa e promessa de vantagem excessiva. No Mês do Consumidor, o volume de ofertas cresce e o consumidor precisa redobrar a atenção antes de informar dados pessoais ou confirmar qualquer pagamento”, afirma.
Fundada em 2018, a Top One Financeira já analisou mais de R$ 2,5 bilhões em solicitações de crédito e atua em mais de 3 mil pontos de venda no país, acompanhando de perto o comportamento de consumo no varejo físico.
De acordo com o especialista, alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de fraude durante o período de promoções.
Verifique a autenticidade do site
Antes de finalizar a compra, é importante confirmar se o endereço eletrônico é oficial, observar possíveis erros de ortografia no domínio e desconfiar de ofertas divulgadas apenas por redes sociais ou mensagens diretas.
Desconfie de descontos muito acima do mercado
Preços muito abaixo da média podem indicar golpe. A recomendação é comparar valores em diferentes lojas e priorizar empresas com histórico conhecido.
Atenção redobrada ao boleto
O consumidor deve conferir os dados do beneficiário antes de realizar o pagamento. Boletos adulterados estão entre os golpes mais comuns em períodos promocionais.
Evite compartilhar códigos e senhas
Instituições financeiras e lojas não solicitam senhas, códigos de verificação ou dados completos do cartão por telefone ou mensagem.
Avalie o impacto da parcela no orçamento
Mesmo quando a oferta é legítima, é fundamental analisar o comprometimento da renda. Parcelamentos longos, somados a outras dívidas, podem gerar desequilíbrio financeiro.
“O consumidor precisa avaliar não apenas o valor da oferta, mas também a segurança da operação e o impacto financeiro da compra. Fraude gera prejuízo imediato; crédito mal planejado compromete o orçamento no médio prazo”, diz Vanderley.
Para o executivo, informação, verificação prévia e uso consciente do crédito são as principais formas de proteção em períodos de forte estímulo ao consumo.
“Comprar com segurança significa checar a origem da oferta, confirmar dados e entender o custo total da decisão. A tecnologia ajuda, mas o cuidado começa no comportamento do consumidor”, conclui.


















