A Secretaria-Geral da Presidência da República anunciou nesta terça-feira (27), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, a criação do Grupo de Trabalho Técnico da Maré (GTT Maré). A iniciativa do governo federal terá prazo de 90 dias para apresentar um plano de ação voltado ao conjunto de favelas da Maré, com foco na integração de Políticas públicas, promoção de direitos e fortalecimento da participação social no território.
Segundo o governo, o grupo consolida um processo político e institucional construído a partir da escuta de organizações comunitárias locais, especialmente da Articulação Redes da Maré e das 16 associações de moradores da região. O objetivo é estruturar ações de médio e longo prazo em áreas como saúde, igualdade racial, direitos sociais, habitação, segurança cidadã e participação social.
Durante o anúncio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a criação do GTT segue orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aproximar o governo das populações periféricas. De acordo com ele, a Maré receberá o maior volume de recursos públicos já destinado à comunidade, com investimento de R$ 170 milhões em obras de urbanização, infraestrutura, regularização fundiária, além de iniciativas em saúde digital e telemedicina.
Para o ministro, o trabalho do grupo pode resultar em um modelo de intervenção territorial baseado no diálogo com lideranças comunitárias e na construção de ações integradas que sirvam de referência para outras comunidades do país. Boulos destacou ainda que a perspectiva é tratar as periferias com o mesmo nível de atenção dado às áreas mais ricas da cidade.
Integração de políticas públicas
O GTT Maré reúne representantes de ministérios, universidades e outras instituições federais, com a proposta de atuação conjunta em diferentes frentes. Entre as ações previstas está a chegada de agentes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que articula políticas de segurança com iniciativas sociais e de proteção às vítimas.
Segundo Boulos, a presença do Estado não pode se limitar à atuação policial. Ele defendeu políticas integradas que envolvam moradia, saúde, emprego e renda. Dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, a previsão é a construção de 600 unidades habitacionais no território.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que nasceu e foi criada no Complexo da Maré, ressaltou a importância de ações articuladas em áreas como saúde, educação, cultura, esporte e lazer. Para ela, o enfrentamento ao racismo passa por políticas públicas amplas que garantam direitos e oportunidades aos moradores das favelas.
Após a cerimônia na Fiocruz, os ministros visitaram o Complexo da Maré para conversar com moradores e lideranças locais. Também participaram do evento representantes dos ministérios das Cidades e da Saúde, além de organizações da sociedade civil.
As informações são da Agência Brasil, com dados divulgados pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Com informação agência Brasil.




















