O avanço no domínio do inglês segue como um desafio para muitos brasileiros, especialmente na transição do nível básico para o intermediário. Embora o interesse pelo idioma cresça, impulsionado por objetivos como viagens internacionais, consumo de conteúdo e oportunidades profissionais, a evolução ainda encontra obstáculos comuns, como a falta de prática e a dependência excessiva da teoria.
Dados da pesquisa EF English Proficiency Index (EF EPI) mostram que o Brasil ocupa a 75ª posição entre 123 países e territórios no ranking global de proficiência em inglês. Na América Latina, o país aparece na 16ª colocação entre 20 nações, indicando um nível considerado baixo.
Segundo Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, o principal ponto de virada no aprendizado acontece quando o estudante passa a utilizar o idioma no dia a dia. “Muitas pessoas estudam inglês por anos, mas continuam presas ao básico porque não utilizam o idioma na prática. Para evoluir, é fundamental ativar o conhecimento com conversação, escuta e escrita em situações reais”, afirma.
O nível intermediário, geralmente associado às classificações B1 e B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), permite que o estudante compreenda diálogos cotidianos, participe de conversas simples, escreva e-mails e acompanhe vídeos com maior entendimento. Esse estágio já possibilita interações em viagens, reuniões de trabalho e contextos sociais básicos.
Para acelerar essa evolução, o especialista destaca quatro estratégias práticas:
A primeira é praticar diariamente a fala e a escrita. Narrar a própria rotina em inglês, gravar áudios ou escrever pequenos textos ajuda a desenvolver a capacidade de se expressar. Mesmo sessões curtas, de cerca de 15 minutos por dia, já contribuem significativamente.
Outra recomendação é criar uma rotina constante de contato com o idioma. Ler textos curtos, ouvir podcasts, assistir a vídeos com legenda em inglês e revisar conteúdos semanalmente são hábitos que reforçam a aprendizagem e evitam a perda de conhecimento.
Superar o medo de errar também é essencial. O receio de cometer falhas costuma travar o progresso, mas faz parte do processo de aprendizado e contribui para o desenvolvimento da fluência.
Por fim, buscar orientação especializada pode acelerar o caminho. Professores e cursos estruturados ajudam a corrigir erros recorrentes e direcionar os estudos de forma mais eficiente.
Com a crescente presença do inglês no cotidiano, desde o consumo digital até o ambiente de trabalho, desenvolver fluência no idioma deixou de ser um diferencial e passou a ser uma habilidade estratégica. Com prática consistente e métodos adequados, a transição do básico para o intermediário pode acontecer de forma mais rápida e natural.




















