O mercado imobiliário brasileiro demonstrou resiliência ao longo de 2025, mesmo diante de um cenário de juros elevados. Segundo indicadores da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o número de imóveis entregues no país cresceu 13,7% em comparação com 2024.
O resultado reflete a continuidade do ritmo de execução de obras e a capacidade de adaptação das incorporadoras em um ambiente macroeconômico desafiador. Parte desse desempenho está relacionada à maturação de projetos iniciados em anos anteriores, que chegaram à fase de conclusão em 2025.
A dinâmica do setor contou com a contribuição de diferentes segmentos, com destaque para a habitação popular, que teve papel relevante na sustentação do volume de entregas e na ampliação do acesso à moradia no país.
De acordo com o presidente da ABRAINC, Luiz França, os dados evidenciam a solidez da construção civil. Segundo ele, mesmo com custos financeiros mais elevados, o setor conseguiu manter o nível de atividade e cumprir cronogramas de obras, reforçando sua importância para a economia brasileira.
O executivo também destacou o papel das Políticas públicas voltadas à habitação. Programas como o Minha Casa, Minha Vida foram fundamentais para garantir previsibilidade ao mercado, estimular investimentos e ampliar o acesso da população à casa própria.
Além disso, o setor segue sendo um dos principais motores de geração de empregos no país, com impacto direto em diversas cadeias produtivas.
Os indicadores ABRAINC/Fipe apontam que o avanço nas entregas ocorre em um contexto de atividade consistente ao longo de 2025, com manutenção do nível de produção e ajustes às condições de crédito disponíveis.
Mesmo com desafios no cenário econômico, a construção civil mantém sua relevância estratégica, tanto para o crescimento econômico quanto para a redução do déficit habitacional no Brasil.




















