O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de alívio nesta segunda-feira (5), apesar do cenário de tensões internacionais envolvendo a Venezuela. O dólar comercial encerrou o pregão em queda e atingiu o menor valor em 25 dias, enquanto a bolsa de valores subiu e alcançou o nível mais alto desde meados de dezembro.
A moeda norte-americana foi vendida a R$ 5,405, com recuo de R$ 0,018, equivalente a uma queda de 0,84%. Durante a manhã, o dólar chegou a operar em alta, atingindo R$ 5,45 por volta das 10h30, mas inverteu o movimento ao longo do dia e passou a cair, acompanhando a tendência observada no mercado internacional.
Esse é o menor valor de fechamento do dólar desde 12 de dezembro, quando a cotação encerrou em R$ 5,41.
No mercado acionário, o pregão também foi positivo. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 161.870 pontos, com alta de 0,83%. Após oscilar entre ganhos e perdas durante a manhã, o índice consolidou a trajetória de alta no período da tarde.
A bolsa brasileira atingiu, assim, o maior patamar desde 15 de dezembro. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações de bancos e de empresas do setor de mineração.
Segundo analistas, após um início de pregão marcado por cautela no mercado global, prevaleceu a avaliação de que a invasão da Venezuela pode ter efeitos deflacionários nos Estados Unidos. A expectativa é de que o aumento da produção de petróleo eleve a oferta da commodity nos próximos meses, o que pode pressionar para baixo os preços dos combustíveis no médio prazo.
A redução dos preços dos combustíveis tende a aliviar a inflação nos Estados Unidos, abrindo espaço para eventuais cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, no início de 2026. Juros mais baixos em economias avançadas costumam favorecer a migração de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.
Com informação agência Brasil.






















