Com a aproximação do período de entrega da declaração do imposto de renda Pessoa Física (IRPF) 2026, especialistas alertam que a organização antecipada dos documentos é um dos principais passos para evitar erros, inconsistências e atrasos no envio das informações à Receita Federal. Todos os anos, milhões de brasileiros precisam reunir uma série de comprovantes financeiros e patrimoniais para prestar contas ao Fisco.
Entre os principais documentos necessários estão Informes de Rendimentos fornecidos por empregadores, bancos e corretoras, comprovantes de despesas dedutíveis, como gastos com saúde e educação, comprovantes de aluguéis por exemplo, contratação de autônomo,além de documentos relacionados a bens, dívidas, doações, investimentos e rendimentos extras obtidos ao longo do ano-base.
Segundo o sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, Charles Gularte, do maior escritório de contabilidade do Brasil, iniciar essa preparação com antecedência pode reduzir significativamente o risco de erros no preenchimento da declaração e evitar problemas no cruzamento de dados realizado pela Receita Federal.
“A declaração do Imposto de Renda tem como base informações que também são reportadas por empresas, bancos e outras instituições ao Fisco. Quando o contribuinte reúne todos os documentos com antecedência e confere os valores com atenção, as chances de divergências e de cair na malha fina diminuem bastante”, explica.
Quais documentos reunir antes de declarar
A organização da documentação costuma ser uma das etapas mais trabalhosas da declaração, especialmente para contribuintes que possuem diferentes fontes de renda ou diversos investimentos.
Entre os principais documentos que devem ser separados estão:
- Informes de rendimentos de salários, pró-labore, aposentadorias ou pensões;
- Informes de rendimentos bancários e investimentos;
- Comprovantes de pagamentos e rendimentos recebidos de aluguel;
- Informações sobre compra ou venda de bens, como imóveis e veículos;
- Comprovantes de despesas com saúde (médico, dentista, fisioterapeuta, psicólogo);
- Comprovantes de despesas educacionais (creche, escola, técnico, graduação, pós);
- Recibos de contribuições à previdência privada;
- Documentos relacionados a dependentes e pensões alimentícias;
- Contrato social e alterações de empresas nas quais tem participação.
Essas informações são utilizadas pela Receita Federal para cruzar dados com empresas, instituições financeiras e outras fontes pagadoras, o que torna essencial que os valores declarados estejam corretos e devidamente comprovados.
A importância de conferir os Informes de Rendimentos
Os Informes de Rendimentos são considerados um dos documentos mais importantes para a declaração do Imposto de Renda. Eles reúnem os valores pagos ao contribuinte ao longo do ano anterior, além dos impostos descontados na fonte.
Instituições financeiras, empregadores e demais fontes pagadoras devem disponibilizar esses documentos até o final de fevereiro, geralmente por meio de aplicativos, internet banking ou portais internos de empresas.
“A recomendação é que o contribuinte não apenas reúna os informes, mas também revise os valores com atenção. Caso identifique alguma inconsistência, o ideal é entrar em contato com a instituição responsável antes de enviar a declaração”, afirma Gularte.
Organização antecipada evita erros e atrasos
Deixar a organização dos documentos para a última hora pode aumentar o risco de erros ou omissões na declaração. Além disso, quem se prepara com antecedência consegue utilizar melhor recursos como a declaração pré-preenchida, disponível no sistema da Receita Federal, que já traz parte das informações financeiras registradas nas bases do governo.
“Quando o contribuinte chega ao início do prazo de entrega com todos os documentos organizados, o processo de preenchimento se torna muito mais rápido e seguro. Isso também ajuda a evitar correções futuras, como a necessidade de retificação”, conclui o executivo.





















